Main ORVIL o livro secreto da ditadura

ORVIL o livro secreto da ditadura

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Year:
2007
Language:
portuguese
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1

Lovers Unmasked

Year:
2013
Language:
english
File:
EPUB, 636 KB
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2

Mouth to Mouth (Beach Kingdom)

Year:
2018
Language:
english
File:
EPUB, 231 KB
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RESERVADOl

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A presente obra é composta de dois volumes, cujos assun~
tos sao os abaixo discriminados:
19 VOLUME - UMA EXPLICAÇÃO NECESS~RIA

INTRODUÇÃO
• A VIO~NCIA

EM TRES ATOS

• A TERCEIRA TENTATIVA DETO~ffiDA DO PODER
1964 - ENGAJAMENTO DAS FORÇAS ARMADAS (1969)
,I

29 VOLUME - 3~ PARTE
\

• A TERCEIRA rfENTATIVA DE TOHADA DO PODER
1970 - 1973
4~ PARTE

• A QUARTA! TENTATIVA DE'TOMADA DO PODER
1974 -

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R" E S E R V A O O

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-----

I

SUMARIO
AS TENTATIVAS DE TOMADA DO PODER
.'
19 'VOLUME

,
_ .UMA EXPLICAÇ!O
. _ J:NTRODU~O

.

NECESS~IA

•••••

•••••• _ ••••••••'•••••••••••••• XIII

'..........................................

XVII

A VJ:O~NCIA

EM T~S

ATOS

~. Primeiro
~. Segundo

~
ato
ato ••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••

.......... ............................. XVII
XIX

3. Terceiro ato •••••••.••••••••••••••••••• •••••••••••••• XXII
~. Violência, nunca mais~ ••••••••••••••••••••••••••••••
XXVI
.- la PARTE
~ PRIMEIRA

TENTATIVA DE TOMADA DO PODER

.- CAPITULO

I

...J.. Os obj etivos da Revolução

2 •.Os caminhos da revolução

3. O Trabalho de Massa

,

t

,I

2

:i
4

II

O ~ARTIDO COMUNISTA - SEÇÃ9 BRASILEIRA
.'"COMUNISTA(PC-SBIC)

DA INTEN~ACIONAL

,1

.

.........................
1

~. A Internacional comunis~a
.2. A formação do PC-SBIC •••••••••••••••••••••••••••••

3. As atividades do PC-SBle ••••~•••••••••••••••••••••

:.

- 'CAP1TULO III

i:

A INTENTONA
__

I

...............

Comunista
••••••••••••••••••••••••••

...............................

-4. A Íase do obscurantismo

!

'

"

..
A .:FONTE DA VIOL~NCIA

CAPITULO

.

,_,"4"

e da indefinição

7

8
9

•••.•••. ~. 11

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COMUNISTA
a o., _._u_

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.

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.......•..••

J.. A mudança da linha da Te •••••••••••••••••••••••..•

I.

I;.
,
I

I
I

14
A vinda dos estrang; eiros ~••••••••••••.•••••••• ~.~ •• 14
O Partido Comunista do Brasil (PCB) ••••••••••••••• 16
17
A Aliança Nacional Libertadora (ANL) ••••••••••••••
,
A aprovação d~ Internacional Comunista •.•••.•••••• 19
A Intentona

i

I'

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I

i

•••.•••••••••••••••••••••••
~•••••••••••• 20
I:
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I

.

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I,
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"r~'.: ~~.

------I~.E S E··R.V A-;;;;

AS TENTATIVAS DE TO~mnA DO PODER--· SUMÁRIO - Continua9ão ••• II
CAP1TULO IV
l

i

o PCB E O CAMINHO DA LUTA ARMADA

,

1. A reorganização do PCB ••••••••••••••••••••••••••
2. A legalização do PCB ••••••••••••••••••••••••••••
3. A volta à clandestinidade •••••••••.••••••••••••••
4. O "Manifesto de Janei~,o
.
.
5. O "Manifesto de Agostd" ••••••..••••••••••
"••••••••

25

6. O IV Congresso

30

1
)

i
1
I

I

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••••••••••••••••••••••••

"

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II
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•••••.••••

0 •••••••••••••••

·
••••••••

26
27
28
29

. I

I,

CAPITULO V

\:
I

'OS CRIMES DO PCB

\,
1
I

J

J.• A violência

comunista ••.••••••••••••••••••••••••• 33
2. Bernardino Pinto de Almeida e Afonso José dos San

\

tos ... ~.....

'.. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . ..

34·

3. "Elza Fernandes" •••••••••••••••••••••••••••••••• 35
~. Ma~ia Silveira e Domingos Antunes Azevedo ••••••• 38

I,

2a PARTE
A SEGUNDA TENTATIVA DE TOMADA DO PODER
CAPITULO I
AS DlVERG~NCIAS NO MOVIMENTO COMUNISTA
'I. A IV Internacional •••••••••••••••••••••••••••••• 42
2. O PORT quebra o exclusivismo do PCB ••••••••••••• 43
3.
·4.
5.
6.
7.

O XX Congresso do PCUS ••••
O V Congresso do PCB ••••••~ ••••••••••••• ~•••••••
PC do B: a primeira grande cisão no PCB •••••••••
POLOP: uma criação da esquerda independente •••••
AP: uma criação da esquerda católica ••••••••••••
f' • • •.•

•

• •

• •

•

• •

•

•

• •

• •

•

••

45
46"

48
50
52

CAPíTULO II
COMUNISTA" '. -....
Y"'"~
A At'1hO

-- ...--.

-.----

-L'.

-- ..- .•.

1. A exploração das dificuldades e das ambições • • • • 56
.
~~
2. O PCB e seus objetivos •••••••.••.•••••••••••••.••••
·57
3. Reforma ou Revolução? •••••••••••.•.••••
:•••••••••• 59
4. As Ligas Camponesas ••.••••••••••••••••••••••••••• 61
-\-5. As crises políticas de junho e julho de 1962 •••• 63

'1-

6. Jango obtem plenos poderes

••••••••••••••••••••••

64

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0

_

!RESERVAOO

AS TENTATIVAS DE'TO~A

DO PODER - SUMÂRIO - continuação ••• II1

7. Crescem as'pressões para muáanç~s
8. O Movimento

Camponês

9. Cedendo ãs pressoes

•••••••••••••••

66

••••••••••••••••••••••• ~••.••69
•••••••• ~~••••••••••••.•••••~. 71

CAP1TULO 111
O ASSALTO AO PODER
~. A rebelião dos sargentos de Brasília

•••••••'••••• 74

2. O Estado de sítio •••••• ~••••••••••• ~•••••••••••• 77
3~ A frente 6nica

••••••••••••••••••••••••••• ~••••• ~ 79

4. Os Grupos dos Onze ••••••••• ~ •••••••••••••••••••• 80
5. O plano revolucionário ••••••••••••••••••••••••••. 84
6. O comicio das reformas

•••••••••'................. 85

7. A rebelião dos marinheiros

no Rio de Janeiro ~•••.86

.8. A. reunião no Automóvel Clube ••••••••••.•••••••••• 89
CAPíTULO IV
A'REVOLUÇÃO

DEMOCRÂTICA DE 1964

~. Ascensão

e queda de Goulart

2. A'iniciativa

da reação

•.••••
·••••••.•••••••••••••••100

3. A' reação. no Campo Político
4. O apoio da imprensa
5. Amplia-se

••••••••••• ~••••••••• 99
••~•••__
••••••••'.••••••102

••••.•.••••••••••••
• •.•
••.•••••••
103

a reação ••••••••••••••• ~••••••••• ~••••104

6. As mulheres

envolvem-se decididamente
,.

•••• ~••••••106

I

7 •. A evolução da posição ~os militares

••••••.• ~•••l07

8. A vitória· da democracia •••••••.•••••••••••'•••••••111
9. O pronunciamento dos políticos ••••••••••••• ~ ••••112
•

-3a

f'.

~ •

PARTE

.A TERCEIRA TENTATIVA DE TOl1ADA DO PODER
-

CAPíTULO I
,1964

:1. o

ideário da Revolução de Março

•••••• ~•••••••••• 117

,••••••••••••••• 118
2. O Ato Institucional n9 1 ••••••••
~
.
3. A eleição de Castelo Branco ••••••••••••••••••••• ~20
iniciais '
122
4. Os desencontros
estratégia do desenyolvimento ••••••••••••••• -••:+23
...........
124
6. A prorrogação do mandato presidencial
•... - ..•.

S.A

,

···

. -,.'V

.-.
.~n

E S E 'H V A O O

i

1

\

AS TENTATIVAS DE TOMFnA DO PODER - SU~ú\RIO - Co~tinuação ••• IV
7. O restabelecimento

da ordem

8. O PCS: uma linha radical

...................... 126

•••••••••••••••••••••••••

128

9. O PC do B: uma linha revolucionária .••••••••••••• 128
10. A POLOP e a "Guerrilha de Copacabana" •••••••••••• 129
- p ~n t ass~°1go ••••••••••••••• 130
11. Br i zo 1a e a "Operaçao
12. O PORT e suas ligações com o Movimento Rural do ~ror
o

11

deste e com Brizola ••••••••••••• ·•••••••••••••••• 7 131
13. As pri~eiras denúncias de torturas •••••••••••••.•• 132

14. Pega ladr~o ~ ••••••••••
134
1.5. Influências marxistas na Igreja •••••••••••••••••• 137
i
16. Um mil novecentos e ses~enta e quatro •••••••••••• 139
0 .•••••••••••••••••••••••••

I

~"\P!TULO II

1965
I. A Revolução estreita suas bases
2. As eleições de governadores

3.

o Ato

..................

•••••• ~•••••••••••••••

Institucional n9 2 •••••••••••••••••••••••••

4. O Movimento Estudantil inicia as manifestações

••.•

5. CUba e o foquisrno
.
6. O Pacto de Montevidéu e a Frente Popular de Libertação

(FPL)

• '.•••••••••••••

_.•••

~ ••••••••••••••••••

7. Jefferson Cardin e as escaramuças das Forças Armadas de.Libertação.Nacional

(FALN)••••••••••••.••••

8. O ~CB: mudança para a linha de massa •••••••••••• :
9.

A

AP transforma-se numa organização revolucionária

1~. A POLOP e Brizola

••••••••••••••••••••••••••••••••

11. Um mil novecentos e sessenta e cinco

.............

CÃPíTULO III
1966
.

.

~ •.A continuidade da política Econômica· ••••••••••••• 160
2. O~umprimento

do calendário eleitoral

3. Nova Constituição

•••••••••••• 161

•-;••••••••••••••••• -~.
,•••••••••••• 162

4. O Movimento Estudantil inicia o enfrentamento ••••·164

1
1I

II
~

5. Cuba e a Tricontinental, a OLAS e a OCLAE •••••••• 165
6. O Movimento de Resistência Militar
Nàcionalista
(MRMN) e a Resistência Armada Nacionalista (RAN)•• 168

7. Brizo1a e o Movimento Nacionalista Revolucionário
(~~)

170

I ••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••

8. Acirramento da luta interna no PCB

~-----------I
'r

............... 171

~~---------_...J

R F. S E R V AOO

AS

.

.

.
.AS TENTATIVAS

IRESERVADO

DE :'TOMADADO PODER - SUM1\RIO - Continuação ••~

V

9. O PC do B inicia a preparação para a luta armada ••• 172
10. O PCR ea AV: duas' dissidências '0.0 PC do B ••••••••• 174
11. A AP intensifica suas a~ividades •••• ~••.~•••••••••• ~
12. O refluxo do PORT •••••••••••••••••••••••••••.••••••• 176
13. A POLOP consolida a sua doutrina ••.••••••••••••••• ~ 177
14. Um mil novecentos e sessenta e seis •••••••••••••••• 177.
CAPiTULO

IV

1967
1. 'Inicia-se a volta
2. As dificuldades
.3. A Frente

Ampla

ã

norm~lid~de

políticas
••••••••••••••••

.
do

.................... 182

••••••••••••••••••••••••••
_.••••••••••••••••••

4. O aparente refluxo do Movimento Estudantil
5. A reorganização

~• 184

••••••••.~.187

Movimento Operário e S'indical ••• 189 .

6 •. A OLAS e a I COSPAL

•••••••••••••••••••••••••••

•

~f

~-::----=--:---:--

8. 1
.•.
s atividades

12. O Agrupamento

193

e o VI Congresso do·PCB

••~••~•••••• 195
de Niterói e o primeiro.MR-8 ••••••••• 198

11. A. ~ormação da Dissidência
~

•• 191

-----

da RAN•• '•••••••••••••••••••••••••••••

9. As dissidências
10~ A Dissidência

190

l •••••

7. O MNR, Caparaó e a Guerrilha do Triângulo Mineiro
•

183

da Guanabara

••••••••••.••• 199

Comunista de são Paulo ••••••••••••••• 200

13. O "Encontro" da Corrente
.
. Revolucionária
14. O PC do B ·fortalece a luta ideológica

.•••••
~.~•••.202
.
••••••.••~••••• 203

15. A Ala Vermelha do PC do B assume· a posíçãp foquis~a. 204
16. O Debate teórico e ideológico da AP •••••••.•••~••••• 206
17. O IV Congreiso

e os "rachas" da POLOP •••••••••••••• 208
~18.
A Força Armada de Liber~ação Nacional (FALN).~~ ••••• 209
19. Atividades do clero na subversão ••.•.••••••.••1 •••••
210
20. Um mil novecentos

e ses~en~a e sete ••••••••••••

••

212

••••••••••••••••••••••••••••••

216

2. A retomada do desenvo1vimento~ •••••••••••••••••••••••

218

w~

CAPíTULO V
1968
1. O "caminho das pedras"

3. As "pedras do caminho" ••••••• ~•••••••••••••••••••••••• 218
.

.'

'4. O Congresso Cultural de ~ Havana ••••••••••••••••••••••
'221
.
5. O Movimento Estudantil.de~encadeia o enfrentamento.g~
neralizado
••••••• _._,
•••••••••••••••••••••••••••••••••.
222
.

6. As manifestações

~

\

operárias

RESERVA09

•••••••••••••••.••••••••••• 230

I.
I

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fRE

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AS TEN'l'2'..'l'IVI\S DE TO~mnI\ DO PODER - SUMÁRIO - Continuação ••••• VI

o

PCB estrutura-se para o Trabalho de Massa ••••••• 232

1_') 7.
'XI
A formação do Partido Comunista Brasileir; RevoluI '.'
~".8.
.
/

cionirio (PCBR) •••••••••••••••••••••••••••••••••••
9. Da Ala Marighela ao Agrupamento Comunista
Paulo

••••••••••••••••••••••

de

234

são

•.• •• • •• • • • • • • • • • • • • • •••

238

10. Frades dominicanos aderem ao Agrupamento
11.
12.
13.
14.
15.
16.
17.
18.
19.

20.

Comunista. 244
AC!Sp·expande-se além do eixo Rio-são Paulo ••••••• ~
O surgimento da Corrente em Minas Gerais •••••••••• 247
O PC do B recebe adesões •••••••••••••••••••••••••• 251
A Ala Vermelha do PC do B inicia os assaltos •••••• 253
.
O PCR tenta realizar trabalho no campo •••••••••••• 254
O MR-8 estende suas atividades ao Paraná •••••••••• 255
A DI/GB atua no Movimento
Estudantil •••••••••••••
S~.
i
.
A Dissidência da Dissipência •••••••••••••••• : ••••• 256
O surgimento do Partido Operário Comunista ••••••• ~ 257
O surgimento do Comando de Libertação Nacional (CO259
~INA) ••••
0

•••••••••••

~

•••••••••••••••••••

~

•••••••••

Bcvolucionária

21. O· surgimento da Vanguarda popular
(VPR)

~

•••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••

262

22. O assassinato do Capitão Chandler •••••••• ~ ••••••• ; 266
23. A definição ideológica da AP •••••••••••••••••••••• 270
24. Núcleo Marxista-Leninista (NML), uma dissidência da
AP ••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••

273

25. O surgiment~ da Fração Bolchevique Trotskista (FBT). 275
26. O surgimento da organização Combate 19 de Maio (OC.
19 Maio)

.•••••••••

276

".................................

27. O surgimento do Movimento de Ação Revolucionária
(MAA)

28.

o

-

•••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••

27 6

surgimento do Movimento popular de Libertação

(MPL)

278

•••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••

••••••• 281
30. Expande~se pelo mundo a violência estudantil •••••• 283
31. Um mil novecentos e sessenta e oito ••••••••••••••• 286
295
32. o Ato Institucional n9 5

29. Atuação de padres estrangeiros na subversão

•

• .e •

•

•

•

•

•

•

•

•

•

•

•

•

•

•

•

•

•

•

•

•

•

•

CAPíTULO VI
1969

1. Reflexos do AI-S

...........•..4....•.........··.··

2. O impedimentolde Costa e Silva ••••••••••••••••••••

5. O
~

307

••••••••••••••••••• 308
eleição do Presidente Médici e a.novaC':I11stituição
.••
, 310
Movimento Estudantil entra em descenso •••••••••• 311

3. A eleição de um novo Presidente
4. A

305

RESERVADO

-I
I

"

IRESERVADO
AS ~ENTATIVAS

continuação •••• VII

DE'TOMADA DQ PODER - SUMÁRIO

6. O PCB desencadeia a "guer'ra de papel" ••••••••••••• 312
7~ A fuga da penitenciária e a desarticulação do MAR •• 313
318
8. O PCBR inicia as aç5es armadas~ •••••••••••••.•••••••
9. O fim da Corrente ..•.•••.•..•••••.•..•.••• ~•..•.•• 321
323
10. Ação Libertadora Nacional (ALN)••••••• ~••••••••••••
326
11. ALN - Ascensão terrorista em são Paulo ••••••••••••
330
12. Os dominicanos na subversão .•...•.....•••••.......
332
13. 'ALN: a guerra psicológica ••••••.•••••••••••••••••••
335
14. ALN em'Ribeirão Preto/SI' e no Ceará ••••••••• ~•••••
. 337
15. ALN no Planalto central
339
16. ALN: as aç5es na Guanabara •••••••• ~•••••••••••••••
ALN: as "quedas" em são Paulo ••.••••••••••••••••••• 343
,

,

17.
348
\X18. Os dominicanos levam Marighela à morte •••~•••••.•••

.rx.

351
19 • ALN: remanescentes reestruturam-se em são Paulo ••••
FALN: a aproximação com a Igreja e o seu desmantel~
20.
men to ...•.••.•.••
,- · . • • . • .. • .....•........
· .....
· .. , 352
21. Marx, Mao, Marighela e Guevara - M3-G •••••••••••••• 354
357
22. O pc do B e a Guerra popularl ••••••••••••••••••••••
23. A consolidação da Ala Vermelha ••••••••••• ,••••• •••• 359

24. O surgimento do Movimento Revolucionário Tiradentes'
(MRT I ••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••

125•

I

• •••

O pCR atua no campo •••• ~••••••••••••••••••••••••••

26. O fim do primeiro MR-8 ••••••.•••••.•••

362
365

-&-a~-"'-~9-S-

J-L.A

-'

27.'A DI/GB inicia as ações ~rmadas e assume a siglaMR~

I

.

n

.

28. O sequestro do Embaixador
29. Os prenúncios

Charles
Burke Elbrick
.

••• 370.

da cisão dQ pOC •••••••••••••••••••••

l

/----

379

30. O COLINA funde-se com a VPR .•••••••••••••• •••••~•••~~
31. VPR: as "quedas" do primeiro trimestre e a fusão com
o COLINA ••••••••.
_ ••••••
~ ••. ,••••••••••.•••••••
'. • ! • •• 385
AI"
d açao
-". ••••••••••••••
. ~,•• 388
~32.
A VAR-Pa mares e a ,gran,e

~33.

VAR-p: O "congresso do Racha"

••••••••• ~••••••••••• 392

~4.
A VAR-P encerra o seu I Congresso Nacional •••••••• 396
35. O ressurgimento da VPR ••.••••••••••••••••••••••••••~ 398
36. Resistência Bemocrática (REDE) ,••••••••••••••••••••
37. A "Corrente Dois'" da AP funda o par·tido Revolucionário dos Trabalhadores •••••••••••••••••••••••••••
38. A FBT estrutura-se
39. MPL: ~uta

x

Armada

400
403

em nível
nacional ••••••••••••• ~. 406
,.
Conscientização

das Massas •••••• 406

40. Do MNR surge o Grupo independência

ou Morte ••••• :. 410

41. Um mil novecentos

e sessenta e nove ......•.,••.•••• 411

r,
'.

RESERVADO

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P"""

I

I RESERVAOO

lo!; TENTA'l'IV1\S
DE TOMADA DO'PODER - 5UHÂRIO - Continuação...

-CAPITULO

\
I
I •

VIII

VII

o ENGAJAMENTO DAS FORÇAS A~mnAS
"
1. A intranquilidade
crescente •••••••••••••••••••••••

418

2. O acaso

........................................... 418

3. Moleque

sabido

••.•••••••

o •••••••••••••

~

•••••••••••

420

4. A revelação surpreenden~e .•••••••••••••••••••••••• 421
5. A cilula subversiva do 49 RI •••••••~ ••••••••••• ~•• 423
6. O assalto ao 49 RI ••••.••••••••••••••••••••..•••••
426
7. Inexperiência?

..•..•.•.•.••..•.•••.••••.••......•.

428

8. O fio da meada .••.•••••••••.••••..•.•••...••.•..••
431
9. Intensifica-se o trabalho' na Cia PE ••••••••••••••• 434
10. Modificações

no esquema de segurança

11. ~ criada a "Operação Bandeirante"
'i

•••••

12. Dificuldades

e desencontros

•••••••••••••• 437
- OBAN •••••••••• 439

•••••••••••••••••••••••

443
13. Os Cent~os de Operações de Defes~ Interna - CODI ••• 448
.
I
.
14. Evolução na estrutura d9sÇODI/DOI

••••••••• ~•••••• 452
15. A batalha perdida ~••••••••••••••••• :~ •••••.• ~ ••••• 453

·i

'ANEXO A- QUADRO DE EVOLUÇÃO DAS ORGANIZAÇOES'SUBVERSIVAS NO BR1\SIL ATt: 1973 ••••••••••••••••••••••
'. 458

•

I~

I:

I

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.....
----------r~

E S E R

V

A O O

]r--

X_'
V---,

UMA EXPLICAÇAo NECESSÂRIA
No final dos anos sessenta, diversas organizaçõe5
tinas de corte comunista

clandes

iniciaram uma nova tentativa de tomada

'I

do poder, desta vez por meio da lu:t-aarmada.
Ao iniciarmos as pesquisas para este trabalho, nosso obj~
tivo era estudar os fatos que compoem esse
anos de 1967 e 1973. Pelo conhecimento

episódio

os objetivos das organizações
cias externas que pr~cu~aram

ideológica?

fazer? Quais as experiên-

apreender? Quais os modelos e mét~

que tentaram transplantar
Como se compunha

~poio, de inteligência,

Quais

subversiv~s nela empenhadas? Qual

o caráter da revolução que pretendiam

Como se estruturaram?

mais acirrada e

dessa luta, foram suscitadas muitas peE

guntas: Como se formaram? Qual a inspiração

dos revolucionários

os,

que tínhamos, tal perío-

do enquadrava os anos em que a luta havia sido
violenta.
Para a compreensao

entre

li

',I

para nosso --~ais?

sua infra-estrutura

de

etc.? Em!que segmentos sociais e de que

forma recrutavam seus quadros e 'como os formavam no País e no
exterior? O que buscavam ao perpetrar assaltos, seqüestros, assassinatos e outras formas cruentas de terrorismo? Que
vos alcançaram com essas ações?
As indagações, porém, .não se esgotavam
ganizações

clandestinas.

objeti-

em torno dessas or-

Envolviam o próprio Estado e o sistema

pol~tico vige~te. O nível que as ações terroristas

alcançaram
I.

polocava em cheque o monopólio da força armada organizada? Tir~

,I
I

va do sistema político a sua característica
a qualidade

e

i

. I

final de sua força? O seu combate exigia o ~nvolvi-

mento das Forças Armadas? Era ~mprescindível
~estriç~o

de universalidade
que provoc~sse

a

, I1
i

da liberdade e que.,se suprimisse do públiGO as infor- .
acabaram por

envolver,

,

'

as Forças Armadas, e a esse resp:ito outras questões tinham que
ser levantadas porque fazem ~arte da luta a ser exa~inada. Esta
vam as Forças, Armadas preparrdas.e

estruturadas

te insólito? Tiveram que pro~ov~r'alt~rações
na instrução, nos seus efetivos,
Que sacrifícios

na

para esse comba

na sua

estrutura,

conduta das

operacões?:,

lhes foram impo~toS? Como atuaram? Venceram
~

.~);

,

,"

ai

-.

j

'luta? Mas o fizeram' em todos os seus aspectos?
Naturalmente

'i

saoíamos que, para responder a es,sa ambicio-

sa lista de'indagações

----------1

e a outras que surgiriam no ~ecorrer
R E S E R V A. O ,O

-.::=====-:---::::_- --'.."

" I
i,

I

li

mações a que tem direito numa sociedade democrática?
t,sabid9 que as'açoes ~mpreendidas

. Ir,

do

l----'--------

---~--------~----E~

S·E

trabalho,

.fi

V A ~~

XV,I

l

teríamos que ultrapassar os limites do período de

tem

po, prevfarnente estipulado, como foco de nossa atenção.
Era de nosso conhecimento, por exemplo,
que
das organizações da esque~da revolucionária havia

a primeira
sU~gido
em

1961 e que outras tiveram origem no período que medeia ess~ ano
e 1967. Sabíillnos,também, que quase todas as organizações haviam
surgido ou se formado em oposição à linha política do PCB, tentando ser, cada urna delas, urna alternativa

a ele. Sabíamos, pOE

tanto, que para conhecer as causas dessas divergências
ender as disSidências,

e compr~

cis?es e'fus?cs, que'caracterizaram

ríodo de que nos ocuparemos prioritariamente,

o p~

teríamos que

re-

cuar no tempo, pelo menos até 1956 -- ano em que se realizou
XX Congresso do Partido Comunista da União Soviética
foi a geratriz das mais sérias discordâncias
nista Internacional.
fazer

retroceder

o

ano

da fundação do

ta - Seção Brasileira da Internacional

(PCUS),que

no Movimento Comu-

A rigor, esse entendimento

até

o

teria

que

nos

Partido Comunis

Comunista

(?C-SBIC).

Esse retorno no tempo, ainda que feito apenas a pontos es
senciais .à comp'reensão da luta a;t"mad.a,
que permanecia corno nosso objetivo prioritário,

permitiria que perpassássemos

duas ou-

tras tentativas de tornada do poder pelos comunistas: a primeira,
I

,

em
1935, pelo caminho da violência,
.
.

e a segunda,

que

culminou

com a Revolução Democrática de 1964, pela chamada via pacífica,
~ cujo limite anterio~, nao muito nitido, pode estar
1956 ou mesmo antes.

em

1961,

o

recuo ao passado colocou-nos diante de urnaoutra'visão:
a do processo mais amplo da subversão que.se materializa em no~
so País, na seqüência dessas tentativas de tornada do poder pelos comunistas,

nas suas diferentes formas.

do limite anterior do período iniciálmente

Se a

extrapolação

fixado mostrou-se

im

·portante, muito mais o seria no seu outro extremo, buscando urna
visão além de 1974 -- urnavisão dO,hoje. Ai tivemos a percepçao
nítida daquilo que consubstan~ia
do poder.,

a quarta tentativa

da

tornada

Essa tentativa de fato já teve início há alguns anos. Ven
cida' ,na forma de luta que escolheU' -- a luta armada _"
a esquerda revolucionária

tem buscado transformar a derrota militar

que lhe foi imposta, em todoswos qua~rantes do territ6rio nacio
nal, em vit6ria política.

..

Ap6s a autocritica, urna a uma ,das diferentes organizações
envolvidas

na luta armada, concluíram Que foi um 'erro

----------.,--[~.~_s n
E

V A O O

se lan\

_._
'-a:-:;"'·'J:Zr~F~

~)~ S f R V A O~
R.

XVII
.

[

çarem na aventura militarista,

sem antes

terem

conseguido

o

apoio de boa parte da população. A partir desse momento, reini-'
ciaram a luta para a tomada do poder mudando de estratégia.
Ao op~arem por essa mudança, colocaram-se

lado a lado com

a esquerda ortodoxa, de que divergia~ desde os 6l~imoi anos
década de cinqüenta, vendo-se perseguindo
táticos e valendo-se

os

da

mesmos objetivos

das mesmas técnicas e processos. Nessa fa-

se, encontraram ainda um poderoso aliado, o clero dito "progre~
sistall,

que pouco a pouco tirara a máscara e propugnava por urna

"nova sociedade",

igualitária e sem classes, urna sociedade tam-

bém socialista.
Se esses fatores já nos induziam a fazer urna pequena modi
ficação na estrutura inicialmente

imaginada

para

este

livro,

dois outros nos levaram à decisão definitiva.
,

.

I

O primeiro é que, se boa part
te livro viveu essas exp~riências

r

dos possiveis,leitores

des

pass~das, muito~ deles,

corno

nós mesmos, poderão constatar corno nossa memória é fraca. No en
~anto, o que nos preocupava .era o fato de a maioria da população brasileira ser formada por jovens de menos ~e 30 anos. Obviamente,

n~o eram nascidos quando se deu.a primeira

experiên-

cia, e, ou não eram nascidos ou eram muit9 jovens' quando ocorreu a segunda, que já conheceram deturpada

ideologicamente.

O seg~ndo fato é que concluimos que, se a terc~ira tentativa da tornada do poder violenta

nosso foco de atenção -

foi

a mais

e a mais nitida, nem por isso foi a mais perigpsa.

Assim, sem nos desviarmos da luta armada -

'a

terceira

tentativa de tomada do poder, cuja históri.a ainda não fpi escri
ta --, faremos numa prime~ra e segunda par~es deste

livro

ret~ospectiva

da primei-·

dos pontos essenciais,

respectivamente

ra e segunda tentativas de ~omaqa do poder.

Aliás,

de uma tentativa é sempre uma das causas'e o ponto
para a tentat~va
nhecimento

urna

o

fracasso

de

partida

seguinte. DaI, também, a importância d~ss~ co~

anterior para a compreensão

da luta armada. fin~lme~

te,' esperamos que as informações que transmitiremos

ao

longo

deste trabalho e as conclusões que comporao uma quarta par~e do

,

livro sejam suficientes

para que o leitor faça

a

avaliação da quarta tentativa de tomada do poder,

sua
para

pró~ria
nos

a

maip perigosa e, por 'isso, a mais importante.
Se conseguirmos
sos leitores,

transmiti~ e~sa percepcão

final para nos-

teremos atingido nosso objetivo e ficarem.os com a

certeza de haver conse 'uldo prestar uma simples mas' a mais sig,'.

RESERVADO
"

(REsERvAnol

XV_l_I_I__ \

das homenagens que poderiamos oferecer aos companhei
ro~ que tombaram nessa luta, hoje esquecidos c até

vilipendia-

dos. Suas m5es, esposas, filhos e amigos já não ter50

dúvidas

de que eles não morreram em vão. Porque,. ao longo da história,
temos a certeza de que a Pátria livre, democrática e justa sera
reconhecida a todos os que se empenharam nesse combate.

o

Coordenador da equipe de pesquisa e redação.

RESERVADO

R E S E .H V A O O

XIX

INTRODUÇl\O

A VIOLENCIA EM TR~S ATOS

na.o 0.6 ve.Jte..t.6 IIla.t.6,
dOu.ILO.6 .6 e.lLão /IHl.t.tO 1I1a..t.6·
.
t ~VO.6
.
"• ( 1 )
.60.6, v~nga..

."VÔ.6

1•.Primeiro

pOlLqlle.

0.6

v.tO.e.C?.H-tO.6,

VÚL

od.i.!!.,

ato

O .público e as autoridades

-----

já estavam reu~idos no. Parque

'13 de Mai~, .aguardan~o o início das comemoraçoes que seriam le:
'9 horas daquela manhã do
último dia
vàdas a <::.abo,
a partir da~ ..
d~ março. Um grupo de estuda~tes retardatár~os, com seu alarido

habitual, andava apre~~~o.
eI!'
direçii<:).~o)?arqLl9·tI .i.sso, essas
.
.
milhares de pessoas foram surpreendidas com violenta
explosão,
seguida de espessa nuvem de .fumaça que envolveu o prédio
dos Cor
.
--reips e Telégrafos de Recife..
-.' ---.-------,.---,
_,_Passados os primeiros momentos, quando a fumaç,ase e~v.aiu,
os relógios registravam

8 horas e 47 minutos. Já .podia~ s~r.vi~

tos, na parte externa do prédio, manchas negras, burac9s e falhas de onde havia se desprendido
o reboco,tal
a viol~ncia da'
explosão. A enorme vidraça do. sexto andar do edifício havia

se

estilhaçado

de

com o deslocamento

de ar provocado

pel~ petardo

alto teor.
~~t_ªy'a_perpetrado.'o,. primeiro. atentado terr~~j..~_t.:::._~~._
capital pernambucana •
...;.
•••••

_.

o.

•. _ .-""'-'

A~.~esmo

te~po, u~a segunda explosão atingiu

a

residên-

cip. do comand~~-te;-do'
IV Exército. Mais tarde, foi encontrada uma
------ .....•. -~--,
,
te~ceira bomba, falhrida,num vaso de flores da Câmara Municipal
..

_"

\'
de'
Recife, onde - havia_sido

moração
-::;

realiza6a uma sessão solene em come-

ao segundo aniversárío' da Revolução de' 31 de'Março. Es-

~

•

(1) Expressão

__ .

._.__ . . __.

• _ •__ !--

J_

.

do jorn~l ista E(}u~rdo DrUIl!OlOllll,
no ler -oS his'tor iadores
os horror{>s pr~tiC"ados pelos líderes
da Comuna de Paris.

pintaram

.

.

'

-

que

.-.
l.n.E

S E R v A O 0)_.

,

,

tabornba falhada deveria estar sendo vista como um parcial fracasso no planejamento terrorista.

!

Para corrigi-lo, em 20 ~~~_io
d~6_6,
~~~i-ª-5 apos esse
ensaio geral, foram lançados dois coquet.éi~olo.toyll
e um pe
..
tardo de dinami.t.e.
__
.contra os portões da Assembléia
Legislativa
do Estado de Pernambuco.

--

As autoridades, desconcertadas,
atos terroristas,

buscavam os autores

dos

sem sucesso. O Governo não dispunha de orgaos

estruturados para um eficiente c~~Eate .a.-.?
_.~_errorisI)lo.
A Nação,
estarrecida, vislumbrava tempos difíceis que estariam por vir.
Em 25 de julho de 1966, nova série de tr~s bombas, com as
mesmas características das anteriores, sacode Recife.

Uma,

,

sede da União dos Estudantes de Pernambuco

I

escoriações e queimaduras no rosto e nas mãos, o civil José Lei
t.e.Outra, nos escritórios do Serviço de Informações dos Estados

I

I
:1

J
I'

I1

I

i

(UEP), ferindo,

na

.

.

Unidos (USIS), causando, apenas, darios materiais.

com

.

A

terceira

bomba, entretanto, acarretando vítimas fatais, passou

a

ser o

marco balizador do início da luta terrorista no Brasil.
Na manhã desse dia, o Marechal Costa e Silva, candidato à
Presid~ncia da República, era esperado por cerca de 300 pessoas
que lotavam a estação
de passageiros
do Aeroporto Internacional
.
.
dos Guararapes. Ás 8,30 hora~, poucos minutos antes da

"

chegada

do Marechal, o serviço de som anunciou que, em virtude de' pane
no 'avião, ele estava se deslocando por via terrestre,

de

joão

Pessoa até Recife, indo diretamen~e para o prédio da SUperinte~
dência do Desenvolvimento

do Nordeste

(SUDENE). Esse comunicado

provocou o início da retirada do público.

o

guarda-civil
Sebastião
Tomaz de Aquino, o "Paraíba", o~
,
.

trora popular jogador de futebol do Santa Cruz, percebeu que uma
maleta escura estava abandonada junto à livraria "SODILERIl, localizada no 'saguão do aeroporto. Julgando que alguém a havia es
quecido, pegou-a para entregá-la no balcão
Aviação Civil

d~

Departamento

de

(DAC). Ocorreu uma forte ex~losão. O som ampliado

pelo. recinto, a 'fumaça, os estragos produzidos e os gemidos dos

..

feridos provocaram o pânico e a correria do público.

Passados

os momentos de pavor, o ato terrorista mostrou um trágico saldo
de 15 vitimas. ;
Morreram o jornalista Edson Régis de Carvalho~

I

R E S. E H V A..O. O .

casado· e

'

..

XXI

InESEnVJ\D~

pai de cinco 'filhos, com u~ rombo no abdômen, e o Almirante
formado Nelson Passos Fernandes, com o crânio esfacelado,
xando viúva e um filho menor. O guarda-civil
ferimento

lácero-contuso

"Paraíba"

redoi-

I

sofreu

no fr~ntal e no maxilar, no membro in-

ferior esquerdo e na coxa direita, com exposição óssea,

e

que

resultou na amputação de sua perna direita. O então'Tenente-Coronel do Exército Sylvio Ferreira da Silva

sofreu

amputação

traumática dos ,dedos da mão esquerda, fratura exposta no
do mesmo lado, lesões graves na coxa e queimaduras

ombro

de

primeiro

fetidos os advogados

Haroldo

e segundo grau,s.
i

Ficaram, ainda, gravemente

Collares da Cunha Barreto e Antonio Pedro Morais
funcionários

públicos Fernando Ferreira'Raposo

da

Cunha, os

e Ivancir de Cas

tro, os estudantes José Oliveira Silvestre e Amaro Duarte Dias,
a professora Anita Ferreira de Carvalho, a comerciária

Idallna

Maia, o guarda-civil José Severino Pessoa Barreto, além de Euni
ce Gomes de Barros e seu filho, Roberto Gomes de Barros, de ap~
nas 6 anos de idade.
O' acaso, transferindo

o local da chegada do futuro Presi-

dente, impediu que a tragédia fosse maior. O terrorismo
criminado, atingindo pessoas inocentes, inclusive

indis-

mulher€s

e

criança~, mostrou a frieza e O.f~natismo de seus executores.
Naquela epoca, em Recife, apenas uma organização
va, o'P~rtido Comunista Revolucionário

(PCR), defendia

subversi
a

luta

armada como forma de tomada do poder. Entretanto " os inquéritos
abertos nunca conseguiram prov~s para apontar os autores dos
atentados. Dois militantes comunistas, então indiciados, vivem,
hqje, no Brasil. Um é professor do Departamento
Elétrica de uma Universidade

de

Engenharia

Federal. O outro, ex-canq'idatoa D~

putado Estadual, trabal~ava, em 1985, como engenheiro da pre!ei
tura de são Paulo.

2. Segundo ato

,

No dia 16 de abril de 1970, foi preso, no ~io de Janeiro,
Celso Lungaretti, militante do Setor de Inteligência da VanguaE'
da popular Revolucionária

(VRR) ,

.

uma das organizações

tas que seguiam a linha militaris~a
Em seus primeiros depoimentos,
-'(

R E S E R

lO

comunis-

cubana.
Lungaretti

revelou a exis-

V~-----------_--I

"

I
I

•i
, i

...

!----,-----------

I~-;'

.-

S E

R V

fi O~

~ .••..•.
I

tência de uma área de treinamento de guerrilhas,

organizada

e

dirigida pela VPR, localizada num sitio da reg~ão de Jacupirànga, próxima a Registro, no Vale da Ribeira, a cerca de 250

qui-

lômetros ao sul da Grande são Paulo.
Dois dias depois, foi presa, também no Rio de Janeiro, Ma
ria do Carmo Brito, militante da VPR, que confirmou

a denúncia

de Lungaretti.
Imediatamente,

tropas do Exército e.da Policia Militar do

Estado de são Paulo foram deslocadas para a área, a fim de apurar a veracidade das declarações dos dois militantes.
Desde janeiro de 1970, a VPR, com a colaboração
organizações comunistas,

de outras

instalara essa area de treinamento

sob

o comando de Carlos Lmnarca
ex-Capitão do Exército --, abrigando duas ba~es, num total de 18 terroristas vindos de. são Pau
lo, do Rio de Janeiro e do Rio Grande do Sul.
As primeiras tropas, ao chegarem à região, em' 20 de abril,
encontraram apenas 9 terroristas na área, pois 1 já havia

saí-

do no inicio do mês e os outros 8, inclu~ive um boliviano, reti
rarron-se na manhã daquele dia,.poro~em

de Lamarca, e~ decorrê~

cia da prisão de 'Flozino, um dos proprietár.lo,sda área. Permane
ceram apenas os elementos necessários para desativar as bases.
"

Na noite do dia 21, um tiroteio marcou o primeiro choque,
e, no dia seguinte,
foram descobertas uma base
.
.
treinamento,

encontrando-se

uma

materiaJ. de acampamento~ mapas,

I

Em 26 de abril, foi descoberta nova área de

treinamento.

Darcy Rodrigues e José Lavecchia haviam permanecido
'de Observação,

a fim de acompanhar os movimentos

gulares. Entretanto,

área de

armamento, munição, alimentos, medi

caméntos, rádios-transmissores,
f~rdamentos, bússolas, etc.

e

em um

Posto

das tropas re-

a quebra de seu rádio-transmissor os isolou

dos demais terroristas,

levando-os a tentar a fuga da área cer-

cada. No dia seguinte, ambos

foram presos, 'quando pediam

~-

caro

na na BR-116.
A partir dai, alguns dias passaram sem que houvesse qualquer contato. Uma parte da ,tropa da Polícia Militar foi retirada; permanecendo,
mandá-lo,

apenas, um .pelotão~ Como voluntário

apresentou-se um jovem de 23 anos, o Tenente

Mendes·JÚnior.

para

co-

Alberto

Com 5 anos de policial Militar, o Tenqnte Mendes

~--------~---JRESERVAOO

-•

XXIII

RESEHVADO

era conhecido,

entre seus companheiros,

por seu espírito afável

c alegre e pelo altruísmo no cumprimento das'missões.

Idealis-

ta, acreditava que era seu dever permanecer na área, ao lado de
seus subordinados.

o

dia 8 de maio marcou a tentativa de fuga dos 7

terro-

ristas restantes. Alugaram uma "pick-up"e, no final da tarde, ao
pararem num posto de gasolina, em Eldorado Paulista, foram abor
dados por seis policiais militares que lhes exigiram a identifi
i

cação. Apesar de alegarem a'condição de caçadores, não consegui
ram ser convincentes.

Os policiais desconfiaram

e, ao

tentarem

sacar suas armas, foram alvejados por tiros que partira~ dos ter
roristas que se encontravam na carroceria do veículo. Após o ti
roteio, sem mortes, a "pick_up" rumou para Sete Barras.
Ciente do ocorrido~ o Tenente Mendes organi~ou uma patrulha, que, em duas viaturas, dirigiu-se de Sete B~rras para Eld~
·rado. Cerca das 21 horas,. houve o encontro com os

terro~istas.

Intenso tiroteio foi travadp. O Tenente Mendes, em dado
to, verificou que díversos de seus comandados
bala, necessitando

momen-,

estavam feridos à

urgentes socorros médicos.

Um dos terroristas, com um golpe astucioso,

aproveitando'i

se daquele momento psicológico,
gassem. Julgando-se

gritou-lhes para que se

entre-

envolvido, o Oficial aceitou render-se, des

de que seus homens pudessem receber o socorro necessário. Tendo
os demais componentes
.

da patrulha permanecido
.

corno reféns, o Te.

nente levou os feridos para Set~ Barras sob a intim~çãq de suspender os bloqueios

existentes na estrada.

De madrugada,

a pé e sozipho, o Tenente Mendes b~scou con

tato com os terroristas,

preocupado que estava com

o

resta~te

de seus homens. Interrogado por Lamarca, afirmou que não

havia
neQhum bloqueio na direção de Sete Barras. Todos, entãq, geguira~ para lá.'Próximo a essa localidade, foram surpreenqidQspor
.-...-'
.- .
.
,
um tiroteio. Dois terroristas, ~dmauro Gópfert e José ~raújo de
'

Nóbrega, desgarraram-se

do grupo

(foram presos poucos dias

de-

';

po;is) e os 5 terroristas

restan:tes'e61,brenharam-seno m~to~. le-:

va~do o Tenente da polícia Militar. Depois de andarem
~

,

um dia e

"

rne~o, no. início da tqrde do dia 10.de
pararam pa,
. ma~o de 1970,
..
ra urndescanso.

O Ten~nte.Mend~s

e responsabilizado

foi'acusado de tê-los' t~aído,

pelo "d~saparecimento"

dos

seus

c?mp~nhei-

ros. Por isso, teria que ser executado. Nesse momento,
I

I

. -:-...,.

..

,-

-.

R E S E R V A O .0

..

Carlos

...

XXIV

Lamarca, Yoshitane Fugimore e Diógenes Sobrosa de Souza afastaram-se, ficando Ariston Oliveira Lucena e Gilberto Faria

Lima

tornando conta do prisioneiro.
~a"QQ. m~nutQS ào~ols,

I

QS

três terroristas retornaram, e,

';~:""
"'~!!f''''
.~~~t':f:f~!ti!di:! !?~ili" ;1,a;L,
J:tl~ ~

181:~fi~ag' iif6I!11! ~

lili

eitMí{~tt

"o ~l)~ !;!'n" F~\l imore

~~~ill'~'1l2l1!'1~QIÍt.

de s foa" hou-

1''''''~....
-.!:
.

do e com a base do crânio partida, o Tenente Mendes gemia e con
torcia-se em dores. Diógenes Sobrosa de Souza desferiu-lhe
troS golpes na cabeça~ esfacelando-a.

Ali mesmo,

numa

ou-

pequena

vala e com seus coturnos ao lado da cabeça ensanguentada,

o Te-

nente Mendes foi enterrado •.
Alguns meses mais tarde, em 8 de setembro de 1970, Ariston
Oliveira Lucena, que havia sido preso, apontou o local onde o
Tenente Mendes estava enterrado. As fotografias tiradas de seu
crânio atestam o horrendo crime cometido.
Ainda em setemb~-o
do meSITOano, a VPR emitiu um comunicado

.

"Ao

.
Povo
Brasilêiro", onde tenta justificar o assassinato do Tenen-

te Mendes, no qual aparece o seguinte trecho:

"A 6en~enç~ de mo~~e de um T~ibunal

Revoluclon~~i~
dev~
Na entanto,
I'lOJ.>
encoltt~~vamo6' pILá
6eJL cumplLid~ pOIL ·6u~ilame.nto.
xim06 ao inimigo,
dint~o
de um ce~co ~ue p5de. be~ executado
em
O Te.nente
v~lLtude d~ exi~tênci~ de muita~ e~t~~daJ.> na lLegião.
uzil
Mende.6 60i c.onden~do ~ ntolLlLelL
~ c.olLonhada.6 de 6
,
e. a.6.6im o

fio)..,'

·.6éndo

depdi.6

entelLlLado".

Dos 5 assassinos do Tenente Mendes, sabe-se que:
,

_

i

_ o ex-Cap~tao Carlos: Lamarca morreu na tarde de 17 de se
tembro de 1971, no interior da Bahia, durante tiroteio

com

a

forças de segurança;
_ Yoshitane Fugimore morreu em 5 de dezembro ~e 1970,

em

são Paulo, durante tiroteio com as forças ~e segurança;
_ Diógenes Sobrosa de Souza e Ariston Oliveira Lucena foram anistiados em 1979 e-vivem livremente no Brasil; e
_ Gilberto Faria Lima fugiu para o'e~terior e desconhecese

o ,seu paradeiro

atual.

/

3 •.Terceiro ato
A manhã de 23 de março de 1971

encontrou o jovem advogado

de 26 anos, sérgio Moura Barbosa, escrevendo uma .carta;

em seU

c

RESERVADO

------'-

xxv

RESERVADO,

quarto de pensa0 no bairro de Indianópolis,na

capital

Paulo. Os bigodes bem aparqdos e as longas suíças

de

são

contrastavam

com o aspecto conturbado de seu rosto, que nao conseguia esconder a cris~ pela qual estava passando.
I

.

Três frases foram colocadas 'em destaque na primeira folha
da carta: liA Revolução nao tem prazo e nem pressa";

"Não pedi-

mos licença a ninguém para pratiç:ar atos revolucionários'; e "Não
•

I

•

devemos ter medo de errar. ~ prercrível

errar'fazendo

do que na

da fazer". Em torno de cada frase,. todas de Carlos Marighela, o
jovem tecia ilações própriasp

tiradas de sua experiência rcvolu

cionária corno ativo militante da Ação Libertadora Nacional (AIN).
Ao mesmo tempo, lembrava-se das
que ocorreram

profundas

transformações

em sua vida e em seu pensamento, desde 1967,quan-

do era militante do Partido Comunista Brasileiro

(PCB) e

estu-

dante de Sociologia Política da Universidade Mackenzie,
em são
Paulo.·Pensava casar-se com Maria Inês e já estava
iniciando a
montagem de um apartamento na Rua da Consolação.
Naquela epoca, as concepçoes
militaristas exportadas por
Fidel Castro e Che Guevara empolg~vam os jovens, e
Marighela
surgia como o líder comunista que os levaria à tomada do
através da luta armada.
Impetuoso,

desprendido

grou-se ao agrup~mento

e idealista,

poder

largou o PCB e inte-

de Marighela, que, no início ,de 1968, da-

ria origem à ALN. ,Naquela manhã, a carta servia como

repo$itó-

"Faço e~~e~ comen~ã~~o~ a p~opõ~~to da ~~_
~uaçio em que no~ encon~~amo~: cornple~a de6en~~va e
ab~olu~a
6al~a de ~mag~naçio pa~a ~a~~mo~ dela. O d~~a6~o, que ~e
no~
ap~e~en~a no a~ual mornen~o ~. do~ rna~~ ~~~~o~, na med~da
em que
e.6~ã: em jogo a plr..õplr..~a
con6~ança no m~~odo de luta. que ~dotamo~.
.
O~mpa~~ e em que no~ encon~~amo~ ameaça COmpJLOme~e~ o mov~men~o
no mZn~mo,
i e.6tagnação
~evoluc~onã~~o
•.... --"..
.. .- ..b~a.6~le~~o, levando-o,
...
e, no mã:x~mo, i extinção".
rio de suas dúvidas:

:;

Esse ~om pessimista est~va muito longe das esperanças que
depositara nos métodos revolucioná~os
cubanos. Lembrava-se
de
sua prisão, em fins de julho de 1968, quando
f.ora denunciado
por estar pretendendo realizar um curso de guerrilha
em Cuba.
~

Conseguindo

'

esconder suas lig~9õcs com a ALN,

em

pouco~

dias

foi liberado. Lembrava-s'e, taIT\bém,da sua primeira tentativa p~
ra ir a Havana, através de ROIt)a,quando foi detido,
..

,a..
I

.._ ,

t

R E S E li V A D. O I

'

em

,6

de,

:

XXVI

RESERVADO

"

agosto de 1968, no aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro. Con-

F.!,

duzido à Policia do Exército, foi liberado três dias depois.

nalmcnte, conseguindo o seu intento, permaneceu quase dois anos
,em Cuba, usando o codinome

(2) de "Carlos". Aprendeu

a

com armamentos e explosivos, a executar sabotagens, a
assaltos e familiarizou-se

lidar
realizar

com as técnicas de guerrilhas

urbana

e rural •.Em junho, de 1970, voltou ao Brasil, retornando suas ligações com a ALN.
Em face de·'suainteli~ência:.a~uda-e dos conhecimentos

que

trazia de Cuba, rapidamente ascendeu na hierarquia da ALN, passando a trabalhar a nível de sua Coordenação N·acional. Foi qua!!
do, em 23 de outubro de 1970, um segundo golpe atingiu duramente a ALN, com a morte de seu líder Joaquim Câmara Ferreira,
o
"Velho" ou "Toledo", quase um ano após a morte de Marighel.a (em
novembro de 1969).

'Lembrava-:-se
que, durante 4 meses,. ficou

ligações com a organização.

Premido pela insegurança,

sem

não compa

receu a vários pontos, sendo destituído da Coordenação

Nacio-

ã ·ALN e
escreveu, na carta, que havia entrado "em e~~endimento com ou~~o~ companhei~06 igualmente em de6aco~do com a conduc~o . dada
ao nOd~o movimenton.
nal. Nâo ~stava c6ncordando com a direçâo empreendida

No início de fevereiro de 1971, foi chamado para urna dis-'
cussao com a Coordenação
Nacional
e, na carta, assim
.
.

descreveu

a reunião: nAo toma~em conhecimento de m~u contato pa~alel9, o~
comp~nhei~o~ do Comando chama~am-me pa~a uma didriu6d~o, a q~al
tkan~cok~eu num.clima pouco amidt~~o, includive Com o .emp~ego,
pela~ dua~ pa~te~, de palavka~ inconveniente~ paka.uma
di6CU~4~O polZtica. Con6e~~o que 6iquei ~Ukp~~~o c~m a keacio d06 co~
panhei~o~ po~ n~o denota~em quklque~ ~en~o de autoc~Ztica e ~oi
•
men~e en~ende~em a minha condu~a cpmo um ~imple6 a~o de indi6ci
n
sabia, o jovem,' que a ALN suspeitava de que houvesp.t..ina Não
•
se traído o "Velho":--' _.'----...
-..
- ...
Com o crescimento de suas indecisões, não aceitou, depro~
to, a função que lhe foi oferecida de ser o cObrdenador

da ALN

na Guanabara. Ao aceitá-la, após um período de reflexão, a proa ado
um
posta já fora canc~lada. FOi,. então, int,..eg:r::
Fogo" da ALN em são Paulo, no .qual participara

"Grupo

de diversos

de
as-

saltos~ ati aquela manhã. Seu descoritentamento, entretanto, era
( 2)

Codinome: nome falso usado pelos comunistas em suas. atividades rev~lucionárins.
SERVADO

XXVII
visi~l:

J.

'pudeaae

"FuL Ln~egaado nea.e gaupo, eapeaando que, 6
Lmente •
Lna
taabaLhaa
dentao de Uma eEll,~a 6aLxa de autonomLa e apLL

.

e tecn~ca~ em p40l do mov~mento. AZ pe~.
~
manec~ po~ qua~e doi4 me~e~, e q~al nio 60i a minha decepçao ao
ca4 meu~ conhec~mento~

1

ve4i6ica~ que.tambem

a1 e~tava ~nulado ... Tive a ~en~ação deca4
i

•

_

t~açio polZt~ca". Não ~abia, o jovem, que a ~LN estava considerando o seu trabalho, nO"Grupo de Fo~o~ como desgastante e "ain
da somado ã vacilação diante do inimigo".
No final da carta, Sérgio, mantendo a ilusão revolucio_
nária, teceu comentários acerca de sua saída da ALN:
UA~~im, ji nio hi nenhuma p044ibil~dade de cont~nua~ tole
4ando o~ e4~04 e om~4~5e4 polZt~ca~ de uma di~ecio que ji teve
a opo~tun~dade de ~e cO~~~9i~ e nao o 6ez.

.

Em ~i con4c~~ncia, jamai4 pode4ei
ta, opo~tun~4~a ou de~40ti4ta.

coe.~.

4e~

acu4ado de a~~iV~4_

Não vacilo e nao tenho dúüida4 quanto

Cont~nua4ei t4abalhando
único éomp40m~~40.

-

a4

m~nha~ conv.lc_

pela Revolução, PO~4 ela e o

P~Ocu4a~e~ onde p044a 4e~ e6et~vamente
e ~ob4e ~4to con0e~4a~emo4 pe440almente".

meu

út~l ao movimentó

Ao final, assinava "Vicente", o codinome que haVia passado a usar depois de. seu regresso de Cuba.
Terminada a redação, pegou o seu revólver

calibre

38

e

uma lata 'cheia de balas com um pavio à guisa de bomba caseira'e
•

saiu para "cobrir um ponto"

(3) com wn militante

da A~N. Não s~

bia que seria traido. Não sabia, inClusive, que o

deSCOntenta_

i

mento da ALN era tanto que ele já havia sido SUbmetido, e conde
nado, a um "Tribunal ReVOlucionário".
No final da tar~e, circulava, procedendo
às costumeiras
evasivas, pelas ruas do JardimEu~opa,
tradicional bairro
paulistano. Na altura do número 405 da Rua Cáçapava,
aprpximou-se
um VOlkswagen grená, com dois ocupantes, que dispararam mais de
10 tiros de revólver 38 e pistola 9rnrn.
Um Gálaxie,com 3 elemen~
tos, dava cobertura à ação. Apesar da reação do jovem, que che\

gou a descarregar
(3)
r

sua arma, foi'atingido

por 8 disparos.

~ICobrir um ponto": comparecer a um ponto de encontro
de uma organização
comunista).
RESEnVAOQ

(entre

Morto

mil itantes

I

,t
I

I
I
•I

•

i

1-'

0_1

hESE'R~AD

na ~alçada" seus olhos abertos pareciam traduzir a surpresa
ter reconhecido
panheiros

de

seus assassinos. Da ação faziam parte seus com-

da direção nacional da organização

subversiva Yuri X~

vier Pereira e Carlos Eugênio Sarmento Coelho da Paz (ltClánentelt),
este Último o autor dos disparos fatais.
Ao lado do corpo, ;foram jogados

(4)

panfletos,

ALN assumia a autoria do "justíçamento"

(5).

nos quais

a.

são sugestivos os

seguintes trechos desse "Comunicado":
nA. Acão

co de 7977,
E~~a.

Li.bell..ta.doll.a.Na.c.i.ona..t (ALNl
exec.u.tou, d1.a. 23 de ma.,'t
Mâll.c.i.o Lei..te Toledo.
exec.ução .te~e o ni.m de ll.e~gua.ll.da.1l.a. oll.ga.ni.za.cã.o.

.4..•..........................................................

.um

Oll.ga.ni.za.c;ã.o ll.etlo.tuc.i.onâ.Il.i.a.,
em gt'VVta. dec.la.ll.a.da., nã.o PEde pell.mi.;ti.1l.a. quem .tenha. uma. .6ê.Il.i.ede i.nóoll.ma.cõe.6 c.omo
a.~ que
po~~uZa.,
va.c.i.la.cÕe.6de~ta.
e~pê.c.i.e, mui..to meno.6 uma. deóec.cão de.6
.
,~e gll.a.u em ~ua~ ói.lei.ll.a~ •

,e

.............- .... ~ . ...... ..... .... . . . ... ... .. .. .. .... . .. ..... . .
,To!ell.ânc.i.a.

e c.onc.i.li.a.c;ão ,.ti.vell.a.m óune~.ta..6 c.on.6eqUênc.i.a..6
na Il.evo!ucão bll.a~i.lei.Il.a..
1empell.a.- nOJ ~
~a.bell. c.ompll.eendell. o momen.to
que pa..6.6a. a.
guell.ll.a Il.evoluc.i.onâll.i.a e no~~a. ll.e.6pon.6a.bi.li.da.de di.a.n.te dela. enoJ
~a palavll.a de oll.dem ll.evoluc.i.onâ.ll.i.a~
'

A.o M~wn.út ll.e".6pon.6abi.li.dad,!- na." oll.ga.ni.zacão

c.ada. quadlto

ve anal~all.
~ua. c.a.pac.i.dade e ~eu pltepalto.
~epoi..6 di.~.to não ~e peltmi..tem ltec.ao.6•

...

.

o

. . . .. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

..

'de

.

~

jovem não era "advogado" e nem se chamava "Sérgio Moura

. .Barbosa", "Carlos" ou "Vicente".' Seu nome' verdadeiro

era Márcio

Leite Toledo.
Enterrado

dias depois em ~auru, seu irmão mais velho, enI

,tão Deputado Federal por são Pablo, declarou sabe~' que ele havia sido morto pelos próprios companheiros

comunistas.

~. 'Violência, nunca mais!
são ·marcos como os descri tos

fruto de

mentes

deturpa:-

das pela ideologia -- ~ue balizam o éaminho sangrento e estéril
(4)

Justiçamento: homicídio qualificado, prat"icado pelos subversivos e ter
YQristas contra companheiros que tentam evitar uma ação ou que abando':"

nam a organização, ou, ainda~ contra os que, direta ou
(5)

Matos,

..

indiretamente,

comhatcma subversão,
'
• .
Participaram, ainda, da ação, dando-lhe cobertura: Antonio Sérgio
de
Pnulo

de Tal"so C(>1.L1C't-';:::c..,.1 •.• (:;,.

/R E S E fi V.~

••••.•

José

Hilton
'>..

Bnrbos.,.
~-,,--_

••••__ ,

•

XXIX

do terrorismo,
nacional,

que por

quase

intranquilizando

urna década

enxovalhou

a

cultura

e enchendo, de dor a família

brasilei

ra.
Essas

ações

degradantes,

que

acabam

de ser narradas,

sao

i

tidas

como atos

sidera

heróico~

~a viol~ncia

soas,

todos

líticos
nomes,

ruas,

1964 e março
onde

inocentes

alheias

e' não

daquelas
ras

mente
minado,

porem,

e?sas

"direitos

deste

como

fins

po
seus

no Rio de

Ja-

contra

l1ilitar

entre

mortas

e fe

e, na maioria,

ideológico

--, por serem

incluldas'

na

categoria

de'certas

comum"

Essa

como

igrejas.

huwana,

Igr~jaestá

de Direitos

ideologia,

sinecu-

de certas

na pessoa

o Movimento

mesma

pes-

iguais,

pessoas

humands"

simples.

essas

criminosos

e até crianças

de Deus, estampada

dessa

sabida-

'Humanos

ficará

e

do

documen-

livro.

Corno gostaríamos
assassinatos

Justiça

não estão

e m~i~o

assim

P?r agentes

ao longo

na

de urna "humanidade

a imagem

infiltrada,

atos

ao enfrentamento

pelos

e nem partilham

A razão,

mulheres

,

seus

desses

1979. Porém,

de

por

que con-

pelos

e até escolas

transitaram

terroristas,

protegidas

Nem parece que
sempre única.

tado

também

se incluem

completamente

praças

apuração

abril
ridas

Acolitados

para

humana

Para

e justificáveis

qo País.

a pessoa

da ideologia

da história".

locais

Os inquéritos

de

o motor

alcançar.

designam

e em outros

seguidores

são válidos

almejam

hoje,

neiro

como

os meios

que

pelos

de poder

premeditados,

seqüestros

com

soa humana

nao viessem

crer

que

esses

assaI tos a mão

fins pOlíticos

cruéis

armada', ate~tados

e qualquer

~ ocorrer

atos

tipo

no Brasil,

I

de

/:

I

e

!

de v'iol~ncia à pe~

nunca

mais!

I

, I
;

!

--_.-- .. ~.-

--.-

-.---~.~.

RESERVADO
"

i,
,

I

..

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S E fi V A O O)

AEROPORTO DE GUARARAPES

NO·SAGUf\O

o JORNALISTA Rf:Grs
DE CARVALHO NfíD
RESISTIRIA
AOS FERIMENTOS

!

I
t

1

I

1

1

SOLIDARÍEDADE

o

CCM os

FERIOOS

CORPO 00 J\I1.lIRANTE WILSCN
J.m5 FERNANDES SENOO ru::rrRAOO

rom

IRESEnVA~

O TENENTE-CORONEL SYLVIO FERREIRA.
DA SILVA AGUARDANIX> SOCORRO

O GUl\r.J)~ CIVIL SEI3l\STrJi.O TCW\Z
DE
1\OUTNn E"1 ESTAOO DE CIlOQUE E l-lUrrI.J\OO

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O CRIME DE SETE B~RRAS

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BARRAS,

SErE

REGISTRO/SP:

CENÂRIO

DO ASSASSINATO

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TE!'! PMSP ALBERI'O

HENDES

JÚNIOR.

TEN MENDES JÜNIOR,M)RI'Q

A CORO

NHADAS, AOS 23 AIDS DE IDADE.

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E R VA

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~ H1\RC1\ D~ VIOLENCIl\

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R E S E

"JUS'fIÇAt-1.ENTO"

n

XXXII

V A ~~

DE Hi\RCIO

LEITE

TOLEDO

,
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MÂRCIO SURPREENDIDO PELA VIOL~NCIA DE SEUS COHPANIIEIROS

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R'E S E R V A O O

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A PRIMEIR A TENTATIVA DE TOMADA DO PODER

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E S E R V A O .0 JI
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E .~ V -A O O

CAPITULO I
A FONTE DA VIOLENCIA
1. Os objetivos da Revolução Comunista

o

é

objetivo final da revolução marxista-leninista

gir o cammisrrD-"a

última

e

atin-

grande síntese" -, urna sociedadesem

Estado e sem classes. Sem classes e, portanto,

sem

a

luta de

classes, o comunismo seria a ~'
sociedade perfeita ", onde, não havendo contradições, o materialismo ,histórico não seria aplicado.
Segundo essa ideologia, para a chegada ao objetivo final,
terá que ser atingido um estágio. anterior, transitório,
deiro trampolim para "o salto final"., t o estágio do

verda-

socialis-

mo, da destruição do Estado burguês, sobre cujas ruínas o prole
tariado erigirá um Estado próprio,. caracterizado
do proletaria~o"

pela '~ditadutt

sobre as demais classes.

,

Esta ~tapa ,do socialismo marxista~leninista,

também chama

da de "socialismo cientifico", náo deve ser confundida cem·O:ltros
tipos de socialismo, ditos democráticos

e não leninistas.

Mas, ainda antes de chegar ao socialismo ou à ditadura do
proletariado, os comunistas de~endem a existência de um objeti~
vo intermediário,

onde seria implantado um Estado do tipo ·"pro-

gressista", cujo governo seria Gomp~sto pelo proletariado~ pelo
campesinato e, ainda, por uma parcelcJ.da burgues'icJ. ·a p~quena
parcela'hacionalista~
..

Os trotskistas, apesar de se considerarem

~stas-leni-

nistas, não advogam essa etapa intermediária para a implantação
da "ditadura do proletariado".
inicio, terá

Para eles.a revolução, desde ~

caráter socialista.
os

O esquema, a seguir aprepentado, sintetiza
dos

~s~leninistas,

a partir da democracia

por um triângulo em equilibrio instável

-

objetivos

representado

(1).

(1) Embora se nos apresente paradoxal, a defesa, pelos comunistas, da democracia, com as liberdades elevadas ao máximo, ela se justifica. ' Qu'anto
mais débil e sem defesa a democracia, mais fácil sua dcsestabilizacão e
a deflagrnçio do processo de tom~da do poder.
"

. I~_~__
$

E R V A O

?I

RE

S E R V 1\
3

2. Os Caminhos da Revolução
'Para atingir seus objetivos estratégicos,

a violência tem

sido o caminho apontado pelos ideólogos comunistas.

Na prática,

a história mostra ter sido a violência a tônica de

sua revolu-

ção. Em nenhum pais do mundo os comunistas
poder por outra via.
Marx, referindo-se·à

lograram alcançar

Comuna de Paris, disse que

um

o

dos

"6o~. a magnan~m~dade
de~~eeeJ~ã~~a
do
p4ole~a~~ado: em vez de ex~e~m~na~ o~ ~eu~ ~n~m~go~, ded~eou-~e
a exe4ee~ ~n6lu~ne~a mo~al ~ob~e ele~" (2).
seus erros fundamentais

Engels, seu dileto companheiro,

complementou:

"Á v~ol~ne~a joga ou~~o papel na h~~~~~~a,

~em um

papel
~evolue~onã~~o: ~, ~eguhdo a 6~a~e de Ma~x, a pan~~~na de toda
a velha ~oe~edade,
~ o ~n~~~umento eo~ a aj~da do qual o mov~men~o ~oe~al ~e d~nam~za e 4o~pe 604ma~ polZt~ea~ mo~ta~"(3).
Len~n, em seu famoso livro "O Estado e a Revolução",

di-

zia: "Á l~be~dade da "ela~~e ope~ã4~a n~o ~ po~~Zvel ~em uma 4e~
uoluc~o ~ang4en~a" (4).
Com tais premissas, baseadas na lei fundamental
marxista
da transformação e apoiadas nos seus conceitos de mo~al, compr~.
ende-se a fonte da violência (5).
Embora Marx e Engels insistissem na necessidade universal
da violência, chegaram a admitir, em.casos especiais, a possibi

.

lidade de uma mudança social por meio~ pacificos. Seria inaceitável que inteligências tão lúcidas não a admitissem.
Suo Tzu
já nos ensinava há 500 anos A.C., e é principio de guerfa
vez mais vãlido,

Se

que não se faz uso da força quando

conguistar os objetivos al~ejados, a despeito do inimigo,
i~Z~-lo. Ademais, o emprego da força apresenta sempre um
pel~ resposta violenta que necessariamente provoca.

cada
pode
sem
risco

Para Lenin, a base de toda' a doutrina de Marx e Eqgeb"es

tá na necessidade de inculcar sistematiéamente
nas massas
'"

a

idéia

da revolução
violenta. No entanto, na sua obra antes citada, ao
.
\

\

expor a do~trina marxista do Estado e as tarefas do proletaria(2)
(3)
(4)
(5)

Marx, K.: "A guerra civil na França",
1933, página SO.
Engels, F.: liA DUhring", Ed. 'Sociales,
Pat'is,
1950.
Lenin, V. L: "O Estado e 'a Revolução",
1935, página 9.
O processo do emprcr,o da violência
para a tomada do poder
r
los comunis tas, .de "lu!
.
.

I R E S E Il V 1\ D. ,0 .

'c

chamado, pe-

R E S E 'R V A O O

do na revolução, examina a utilização da violência para a tomada do poder, mas considera, tambim, ~ possibilidade

da passagem

pacifica para o socialismo, bem como trata da necessidade de 'um
estágio intermediário, para a implantação da ditadura do proletariado.
Assim reduzidos
sintetizados

as

suas

formas mais simples, podem ser

em dois os caminhos uti.lizados pelos comunistas

ra a tomada do poder: o uso da violência
,"via pacífica".

(ou luta armada)

Ao longo do tempo" os objetivos e a estratigia para
quistá-los

acabaram por transformarem-se

nos

po~tos

p.§!.

e

a

con-

fundamen-

tais de divergência entre os comunistas. Em torno delas, Trotsky,
Stalin, Mao Tsetung, Kruschev e Fidel Castro, para citar apenas
os principais atores dessa história, desenvolveriam

suas

pró-

prias concepções da r~volução.
Essas concepções diferenciadas

darão margem a um vasto es

pectro de organizações, todas intituladas marxistas-leninistas,
com ~s quais travaremos contato no correr deste livro.
3. O Trabalho de Massa
As formas utilizadas pelos comunistas para alcançar 'seu
objetivo fundamental __ a tomada do poder' --, possivelmente por
o

ter. sido Lenin um estudioso de Clausewitz e ter ~ua própria filosofia da guerra, assemelham-se muito às da conquista de um ob
o

•

jetiyo militar na guerra, o que nos oferece uma imagem propicia
para a compreensão do problema.
Para a conquista de um objetivo na gue!ra, há um árduo
persistente

trabalho de preparação

sam ser mobilizadas

e organizadas;

e

a realizar. As tropas precidevem aprender táticas e tic

nicas de combate, durante um período relativamente

longo.de in~

trução; precisam ser'equipadas e supridas de uma quase intermi"

,

nável sér~e de artigos; necessitam de apoio de fogo~ de engenh~
ria, de comunicações,

de saúde, etc •• Deixando de lado uma

rie de outras necessidades,

tais como o conhecimento

sé-

sobreocam

po de batalha, as info~mações sobre o inimigo, etc., devem, sobretudo,
vontade

..

estar moralmente preparadas e possuir determinação
de lutar. Eis, então,: que' se deslocam para o

campo

e
da

I

luta. Chegado esse momento -- o da batalha ~

o

ou nao se realizar. Se o inimigo está orgünizado,
I.

[RESERVADO
1.••.

..

'.

combate

pode

tem forças su

I

I-R-.-E,-S-E--R-V-'-A-O--'i

ficientes

o

1

5

e vontade de lutar, haverá, fatalmente, o combate. Se

o inimigo, porém,' é fraco ou está combalido, mal posicionado ou
sem determinacão,
terminologia

ele pode.entregar-se

praticamente

sem luta.Na

militar, nesta última situação, diz-se que o inimi

90 "caiu pela manobra".

Sem ser necessário o uso da força, sera

atingido o mesmo fim: sua submissão~

vontade do 'ex~rcito

que

empreendeu a operaç~o.
Esses são, pois, os dois caminhos para a conquista do objetivo: o dà violência

da luta armada -- e o da manobra. Es-

te último, em relação' ao anterior, pode ser considerado
co". O árduo trabalho prévio é indispensável

para

se

"pacifi
utilizar

ambos os caminhos, porque se ele não existir, não haverá,' no mo
menta do combate, a necessária desproporção
de, suficiente

de força e de vonta

para qu~ a ação contra o inimigo seja bem suce-

dida ou o obrigue a render-se sem combater.
Para ã tomada do poder pelos comunistas,
trabalho préviO, árduo

e

persistente,

também existe um

denominado por eles de tra

balho de massa.O trabalho de massa consiste nas atividades de in
filtração e recrutamento,' organização,
çao, desenvolvidas

doutrinação

e

mobiliza-

sob técnicas ~e agitação e pr~paganda, visan'

do a criar a vontade e as condições para a mudança raqical
estruturas

e do regime

das

(6) (7).

O tr~balho de massa objetiva: incutir em seus alvos a ideo
. logia comunista como ,a única· solução para todos

os

'problemas;

m~nar a crença nos valores da sociedade ocidental ~ no
enfraquecer as salvaguardas
s~ do Estadoicontrolar

e os instrumentos 'juridico~ de'defe-

a estrutura administrativa

decisões governamentais;

regime;

e influir nas

e, at~ando sobre os diversos segmentos

sociais, re~ducá-Ios, organizá~i~s,
p~ra a tomada do poder.
,

mobilizá-los

e'o~ierytá-Ios

-

O trabalho de massa e a preparaçao para o combate. Na hora
decisiva da batalha,. a sociedade organizada

pode

re~gir e 1u-

Agitação
(Dicionário da línguq russa, de Ojcgov)-atuação ~untQ às gra~
des'massas, com o objetivo de inculcar algumas idéias e lemas destinados
à .sua educação política e a atraí-lós para a solução dos deveres políti
cos c sociais mais importantes.
{7 ) Em todos os 'Partidos Comunista$ existe uma Seção de Agitação e Propagan '
da (SAP), que se encarregn
~de$saatividade.
A teoria comu~istn distin=
gue, por~m, uma ntividndeda
outra: a agitação promove uma/_ou
poucas
idéias, que apresenta fi mnssa popular; a propaganda, ao contrário, oferece muitas idéias a uma ou poucas pessoas .• /unbos são processos· condicionantes.
I R E S E fi V ~ O/0
,

1

1

n

E S E"R V fi O O

6

-

tar -- o ~ue e norm~l --, ou, se desmor~lizada e sem determin~_
ção, pode, simplesmente, "ca~ pela man.obra", pacificamente.

,

~._-~._._-

- ~

."

[R ,f S f

.'

R V A~

CApITULO

O PARTIDO

COMUNISTA
CIONAL

1. A Internacional

o

lançamento

ten~ada

nais,para

II

- SEÇÃO

BRASILEIRA

DA INTERNA_

COlvIUNISTA (PC-SBIC)

do "Manifesto

a união

combater

O conceito

7

Comunista

tua-se no exato momento em
doutrina e nos fatos: 1848
européias. O brado lançado
do& 0& paZ&e&" u.n~-VO&" seria

O

Comunista"

de Marx

e Engels

si

que duas correntes vão chocar-se na
é, com efeito, o ano das revoluções
no Manifesto __ "p40letã~~0& de toteria conseqUência prática. Em breve

dos operários, acima

o capitalismo

das

e impl?ntar

de internacionalismo

fronteiras
o socialismo

proletário

daí

nacio..

derivado

deu origem à formação das Internacionais, verdadeirasmultina_
cionais ideolõgicas, que, sob o pretexto de dirigir a luta em
nome da classe operária, passaram a fomentar a criação de parti
dos em vários países, que subordinariam seus programas partidãrios às resoluções

de seus

..

Congressos.

Em 1864, foi fundada
em Londres a Associação
Internacio_
nal dos Trabalhadores
(AIT)., que ficou Posteriormente
conhecida
como I Internacional.
Reunia diferentes
correntes
~o moviment~

.

operário europeu, que se opunha ao capitalismo, clestacanc'lo-se
en
tre elas a dos marxistas e anarquistas. ,Não suportando as dis~
sensões ode grupos anarquistas que não queriam se submeter à autoridade centralizadora de Marx e ao processo da Comuna de Pa~

.

~is, encerrou

suas

atividades

em

1876 .

surgiu em 1889 (1). Depois de depurada
dos anarquistas e dos comunista's e de ter passado por al\lun~ p~
ríodos de crise e recesso, reSSurgiu, em 1951, jã Com o nome de
A 11 Internacional

Internacional

Socialista.

A IIr Internacional,

também conhecida como Comintern Ou I!!
~ernacional Comunista (IC), foi criada em 1919, por Lenin. Apro
veitando-se da base física 'cOnseguida cóm a revolução russa, em'
1917, a IC põde colocar em prática SUa doutrina de expansão mUn

-

. comunismo,
\
dial do

aIicerçada

na ..
c~periência dos sovietcs:

seu Ir Congresso Mundial, ~ealizado
(1)

.~

em

1920, a IC

aprovou

~No

~eu

A.II Internacional perdurou ati a 1~ Guerra !~ndial. quando o nlcio lismo mostrou_se, na prática, mais forte e decisivo do qucoo intemaeio
na_
n~lismo..

r
LRESERVAO"O
,I

~

],

!"-"-----.-------F

8

S E H V ~ O ~

estatuto e estabeleceu as 2; condições exigidas para a filiação
dos diversos partidos comunistas,
critas a seguir:

das quais algumas são

trans-

................................... . .. ... ......... ..... ...... ..
"3~ - No~ paZ~e~ bu~gue~e~1 a aci~ legal deve.~e~ com6in!
da com a acio ilegal. Ne~~e~ paZ~eJ, deve~a ~e~ c~iada uma apa~elhagem clande~tina do Pa~tido, capaz de atua~ deciJivamente
no momento opo~tunoN.

"4'

VeveAa ~e~ 6eLta ampla campanha de agLtacio e P~Op!
ganda na~ 0~g4nLzac5e~ mLlLta~e~1 pa~tLcula~mente no Ex~~cLtoN.

...... ...... ......'. .... ..... . ... .. .. ................. . .. . ..... .

lL~ta~ e ~enuncLa~ ao p~t~Loti~mo e ao pacL6i~mc 40cLal. Veveltã:
~e~ demon~t~ado ao~ ope~a~Lo~1 ~L4tematLcamente, que ..~ em a. delt'~ubada ~evolucLonãALa do capLtalLJmo nao haveAa dUaJunrunento
11 em
pa~ mundLalN.
,

....... . .... . . .. . . ....... .......... . .... ......... . . . . . ..... .". ..
"14' - Tod04 o~ paAtido~

comuni4ta4 ~io obAigado~ a p~l.e~taA ~odo o.auxZlLo nece~~ã:~io i~ Rep~blica~ ~ovL~tLca~1
na '~ua
luta 6ace i cont~a-~evol~cio" .

..... ...

~

,

~

.

.
"16~ - Tod04 o~ .paAtido~ comunL~ta~ ~io' ob~igado~ a obed!.
ceA i~ Ae~oluç5e4 e deci~5eJ da rnt~~na~ional Comuni~ta, con~ideAada como um paAtido mundial ~nico".
.

Essas condições, que espelhavam a rigidez da linha
nista, proporcionaram

ao Partido Comunista da União

(PCUS) a oportunidade

de expandir o Movimento Comunista

cional

(MCl), subordinando os interesses nacionais

leni-

Soviética
dos

Interna
paí~es

submetidos aos dos soviéticos e facilitando a interferênci~
.políticas. internas das 'demais naçoes.

nas

2. A formação do PC-SBlC
No Brasil, as duas primeiras décadas deste
século
marcadas por algumas poucas agitações de cunhó social.

foram

O movimento operário e sindical, por nove anos, desde 1908,
I

dirigido pela Confederação Operária Brasileira
traços
contra

.

anarquistas e voltava-se,

a

b~sicamente,

(COB),
para

possuia

agitações

guerra mundial, inclusive, com ameaças de·greve· geral.

-------------[R

ESERv~

IH!: ~ C H V A O ~~

.
o

_

'

marxismo-Ieninismo,

ainda pouco conhecido e freqüente-

mente confundido com o anarquismo, procurava florescer em

7 ou

8 cidades brasileiras com a criação de alguns grupos que,

ape-

sar de se intitularem comunistas, não passavam, na verdade,
anarco-sindicalistas.

de

Foi quando, no inicio da d~cada de 20, a Internacional Co
munista (IC) e suas 21 condições de filiação chegaram
ao nosso Pais, e nossos "comunistas" as assumiram, pressurosos.
Em 25 de março de 1922, nas cidades do Rio de Janeiro c Ni
ter6i, num congresso que 'durOu trªs dias, 9 pessoas
fundaram o
Partido Comunista - Seção Brasileira da Internacional Comunista
(PC-SBIC) •
De acordo com Haroldo Lima, atual
PC do B da Bahia:

e

"...

Deputado Federal

pelo

o COt1glr.eJ.>J.>o diJ.>cutiu

e a.plr.Ovou dJ.> 21· condicõei-'de
i!!:.
Comuni.6ta.,
'e.e.egeú. uma. ' Com.i.J.>J.>ã.o
Centlr.a..e..

glr.eJ.>J.>o
na. lntelr.na.c.i.ona..e.
Executiva.,
clr.iou um Comi:t~ de SOCOIr.Ir.Oa.O.6 F.e.a.ge.e.a.do.6. Ru.6.6o.6,
.t1La..tou de que.6·.t~~.6 plr.á.ti·ca..6 e encelr.lr.OU .6euJ.> tlr.a.ba..e.hoJ.> entoa.ndo
o h.i.no in.telr.na.ciona..e.
do.6 .t1r.a.ba..e.ha.dolr.eJ.>,a. lntelr.na.c.i.ona..e.",(2).
,

,

Desde o nome e a s~gla (PC-SBIC), obedecendo i 17~ condi~
çao, até à renúncia ao pacifismo social, o novo Partido aceitava a ag~tação
. permanente e a tese da

derrubada

,

das estruturas vigentes, renegava as regras de
sociedade brasileira,
e ilegais

propunha-se

e subordinava-se

revolucionária,
convivência da

a realizar atividades legais li

às Repúblicas

Socia~istas

. I'

3. As atividades do PÇ-SBIC

o

I

Soviéticas.

;

PC-SBIC surgiu legal,

registrado como

entidade civil.

Três meses depois, o estado çe sitio, decorrente da revQlta tenentista,colocava-o
o desenvolvimento
.- .. .. '. .
.... .• na ilegalidade e inibia
.,

de suas atividades de agitaç~o.

I'
I

Em 1924, um fato viria repercutir no'PC-SBIC:

a realiza-o
I

çao do V Congresso da IC, em ju~ho/~ulho,
morte de Lenin. Nesse Congresso,
sou a adotar

a da "Frente

~nica'"

já sob o impacto

:
i

á rc,

mudando de táti~a,

vista,

por Zinoviev,

pas- .::

como "um

'I'

.

-----. (2)

da

Lima. H.: "Itinerário

das Lutas do PC do Brasil".

1981. pagina 4.

;/,1

W
I

;

r

RE S E

n v t. o"'0

I~.-- ..--------

,
tH
,!

rI'

li

método

para

agitação

No final
·cional,

tendo

de julho

Congresso
"Ampla

a 11" de agosto

agitação

intensa

agitação

ponês

político-institu-

trazendo

ventos

libera

um curto período de legalidade, de
Obedecendo

do Partido

lançou

justificada

da obscuridade

aos ditames
a palavra

pela

'do V

de ordem

necessidade

de "f~

à luz do sol· da mais

ilegal

política".

à prática,

da teoria

(BOC) como

tinha,

Luís

de 1927.

das massas",

o Partido

Partindo

50,

o PC 'inclusive,

(3).

o quadro

de Washington

da IC, a direção

zer surgir

das massasll

de 1926, modificou-se

com o governo

lizantes,

19

e mobilização'

uma

"frente

na sigla,

criou

única

as mesmas

o Bloco

operária",

letras

Operário

que,

da conhecida

e Ca!,!!

não por ac~
e já extinta

COB.
Ainda
balho

seguindo

a tática

de aproximação

de frente, o PC-SBIC

com Prestes,

que

iniciou

se encontrava

na

um tra
Bolí-

via (4).
Mas;
dial.

o ano de 1928

Pensando

~m

aproveitar

rários,

a IC realizou

mudando

a tática

classe".

nistas
cas,

isolarem-se

desde

çoes

de outubro

que,

gradativamente,

e lutar

de reeleger

da,

o

acalmar

de

da antiga

tática

contra
poderia

para

os comu

antagôni-

A IC determinara

o fim

de ferro".
Para

as

através

substituto

1929,

do

eleiBOC,

legal do PC.

em Niterói.

secretário-geral,

a-intensificação

os chefes

s~tembro,

o seu 111 Congresso,rea

convocou

como

os ope-

crise,

candidatos

tornando

mun-

"classe

de su~presa.

de 1928 e janeiro

determinou

pela

a "cortina

já lançara

o PC-SBIC

de

a

as posições

fim de não ser ultrapassado

pensava

continuação

todas

o PC-SBrc

A;t~~jiid;'per~ira

so do PC-SBlC
no do PC,a

contra

se vinha

para

Era a oportunidade

iniciava-se

pegou

econômica

de julho
a

até as operárias.

de 1928,

em dezembro

para

premido

\

Imediatamente,
lizado

mundial,

as burguesas

resolução

crise

que adv~ria

..

a revolução.

da IIfrente". Na URSS,
Tal

a mis~ria

de IIfrente única"

para

pela

o seu VI Congresso,

O proletariado

ser arrastado

foi marcado

do trabalho
pelo ~OC.Com

moscovitas, que viam,

Além

o Congre~
clandesti
tal, medino BOC, a

de IIfrenj:eúnica".

(3) Zinoviev foi o primeiro chefe do.Comintern e o.encarregado de expor, no
.seu V Congresso, a estratégia que seria aplicada tanto à "Frente Única"
quanto às atividades das orGanizações de frente.
(4) Prestes a essa época ainda não se tornara comunista.

,
R f. S E R V A O O
"

11

~'E S E R V A O ~.
.'

Ledo
leiros,

engano.

-

,

Não compreendiam,

que a curvatura

dos dorsos

â guisa de um ~umprimento.
boca

ainda,
não era,

Ela teria

sujando-se

de terra.

Vivia~se,

em Moscou,

os comunistas

que

apenas,

brasi

temporária,

ser permanente,

com a

,

a plena

época

dos

expurgos.

so Stalin,

com mao de ferro,

mandava

dirigentes

do Comitê

(CC) e o fantasma

servia

de motivo

Central

para

na "p,átria-mão"

o prosseguimento

realizado

litica

dos Partidos

em junho

do PC-SBlC

à questão

a este

foi decisivo

a IC baixou, a "Resolução

sobre

na Conferência

de Buenos

Aires.

tica

ainda

wn "segundo

para

1930.,

uma Conferência

Em são Paulo,

rada

por Mário

para

empreg~ndo

a Aliança
(5'

Carone,

documento,

com base

critica

e ironiza

Ao mesmo

estavam

do PC-SBlC

a poli

o BOCcomo

tempo,

contad~s.

expulsa

induz o paE

Em

novem-

o sec.r~tário-ge

uma dissidência

o Partido

intelectuais

trótskista

lide

encerra

sua poli-

de sua direção

e ini~

e da indefinição
entre

por um quase

linha

dúbia

de

1930

obscurantismo

e equivocada,

se

e os
do

meádos
PC-SBIC,

emaranhava

em

,

politica

s~b influ~ncia

Liberal,
E.:

o final

no Brasil,entretanto,
dos

ideais

um agrupa~~nto

"O PCB - 1922 a 1943"t
'.

I
R E S E

n

foi i~tensa.

do tenentism~,

de oposições~Em
Difel
I

-----------.

Em fevereiro,

a fim de 'encabeçar a insurrci-

crises.

ainda

e Camponês

brasileira",

PC-SBIC

Pereira

comprerindido

uma

A agitação
1930,

pelo

expurga'os

1934 caracterizou~se

sucessivas

Operário

"a po

de proletarizaç~o.

O periodo

que,

Nesse

a esque~da,

4. A fase do obscurantismo

de

Lati-

condenou

o PC-SBlC.

a questão

foi afastada

guinada

fase

tanto

Pedrosa.

de alianças,

eia uma

para

a luta,

de Astrojild~

ralo

tica

adotada

Os dias

Numa

tr9tskismo

(5) •

partido' operário".

tido a "preparar-se
çao revolucionária".

bro de

do

da América

Aires,

do Bloco

õrgâo"

.

O ano de 1930

sendo

princip~is

eliminações,

Comunistas

1929, em Buenos

de

frente

e o seu atrelamento

de frente

das

os

como 'nos partidos· satéli tos.

A I Conferência
na,

assassinar

O poder~

V AO/O

S.A.,·RJ,

Em

formou-se

qutubro

1982,' p~gina 9.

c no

),2

DllStRVAGO
~o

ac~t~~o o resultado das eleições

presi,

ladl~~a

o p~ulista Júlio Pre~tes,

a

Aliança,

do'am DOY!~~nto revolucionário, alçou Getúlio Vargas

a
ao

I

Nesse início da década de 30, o prestígio de Luiz

Carlos

Prestes, então exilado no Prata, ainda era muito grande. As repercussões

nacionais da sua Coluna faziam-no um dos mais respe!

tados líderes entre os tenentes. No entanto, era, ainda, um revolucionário

em busca de uma ideologia.

Em maio de 1930, Prestes criou a Liga de Ação Revolucioná
ria (LAR), defininqo-se contra a Aliança Liberal.
1931, aderiu, publicamente,

Em março

ao comunismo. OPC-SBIC

de

logo tentou

incorporar a LAR; Prestes, no entanto, com a força de sua liderança, tentava engolfar o PC-SBIC.
O maior líder comunista do Brasil não pertencia aos quadros'
do PC!
Essa insólita situação foi, aparentemente,
.

.

resolvida

uma insólita solução: Prestes deixou a Argentina e foi
na URSS, para ser o representante brasileiro na

com

residir

Internacional

Conhi"n j.s ta.
Na área internacional, a política de "classe contra classeu revelara-se desastrosa para o PCUS. Não houve a tão deseja- .
da recessão mundial, e a força de Hitler, aproximando-se,
gra.
.
dualmente, do Japão e da Itália, aterrorizava os soviéticos. E;?
ses fatos marcaram uma nova linha política: ~oi aliviado o'isolamento e retomado o diálogo com as nações ocidentais,

culminan

do com o ingresso da URSS na Liga .das Nações em 1934.
A tudo isso assistia o PC-SBIC, atarantado.

Debatendo-se

entre as ordens de Moscou, padecia de uma correta definição

da

linha poli tica e era envolvido por sucessivas crises de direção.
Apesar do sectarismo obreirista, característico

d~sse pe-

ríodo, a intensificação da atividade clandestina do PC-SBIC trou
xe-lhe um dividendo: o relativo sucesso no trapalho militar, de
infiltração

e recrutamento nas Forças Armadas.

Aproveitando

o idealismo revolucionário,
..

e até certo pon-

to ingênuo, do movimento tenentista, cc;mseguiu a simpatia de mu!
tos militares. A atuação de mili~ares no Partido, cQmo Mauricio
Grabois, Jefferson Cardin, Giocondo Dias, Gregório Bezerr~ ~gl!
fRESEI1VADO

berto Vieira, Dinarco Reis, Agildo Darata e o

.

próprio Prestes,

sao exemplos desse trabalho de infiltração e recrutamento.
Esse trabalho militar foi decisivo para o advento da primeira tentativa de tomada do poder pelos comunistas,
da luta armada •

.--- -

--".- -

,

.

"

por

meio

...-.-~------- -.ER

14

V A O O

CAPITULO 111
A INTENTONA

COMUNISTA

1. A mudança da linha da IC
Induzido pela Internacional

Comunista, o PC-SBIC esforça-

ra-se por se inserir no processo revolucionário

brasileiro,

que

teve início no ano de sua fun~ação e que pass.a por 1924/26 e vai
desaguar

em 1930. Esse período de revoltas e revoluções

porém, como motivação, uma problemática
os problemas estruturais

interna,

voltada

e sociais, mas essencialmente
Suas análises

para

brasilei

ros~ Talvez por isso mesmo é que as direções do PC-SEIC
foram capazes de entendê-los.

tinha,

jamais

estereotipadas viam,

em cada ocasião, apenas urna luta entre os "jmperialisrros"
inglês e
norte-americano.

Com esse dualismo mecanicista

explicam também

a revolução de 1932. Deste modo, por construírem

suas análises

sobre abstrações de caráter ideo~ógi~o, não conseguiram

sintoni

zar o Partido com o processo revolu'cionário em curso e acabaram
por perder o "bonde da história".

Essa frustração iria'fazê-los

desembocar na Intentona de 1935.
Vimos, no capItulo anterior, que a URSS, em 1934, mudara
Sua política externa, do isolamento . para . o diálogo com o ocidente. As ameaças nazistas e fascistas contribuíram
para alterar a linha política da IC.
A política de "classe contra classe"

nao dera resultados

e levara ao ostracismo diversos partidos comunistas.

Quase que

num "retorno às origens", a polític~ d~ "frente" foi

retomada,' __

modificando-se

o termo "Gnica" pelo "popular".

De um modo geral, a frente popular pretendia englobar todos os.individuos
dentemente

e'grupos numa luta contra o fascismo, indepe~

de "suas ideologias. E, ~ claro, aproveitar

essa fren

te para ~omar o poder.
I'

2. A vinda dos estrangeiros
Concluindo que no Brasil já amadurecia uma situação revo-

.

lucionária

,..

e que a nova poli t~ca de "fren.te popular" desencadea

ria a revolução, a curto prazo, a IC decidiu enviar diversos "de
legados",

todos especialistas,' a fim de acelerar o processo. Com

"-------...;...-----L~._E S E nv_~--.:---------- ...

isso

pretendia

que ,pudessem

um

viou

suprira
levar

a tarefa

selecionado

No inicio
Ernsf

atuado

nos Estados

panhado

grupo

de

Arthur

falta de quadros

Ewert,

a bom termo.

de espiões

1934,

chegou

mais

entrou

no Pais

ditava

que a revolução

a soldo

falso

"Harry

alemã

teria

uma

"vasta

rios,

frente

de derrubada
nárias

infiltradas

"Governo

seria

em formaçõe~

efetuada

Saborowski,

que

: I

Berger acre

com a criação

de

Nacional

pelas

embrião

O governo

I?or operá

nacionalista.
"partes

e pelos' "operários

armadas",

do Povo".

popular

acom-

composta

da burguesia

no Exército"

to Revolucionário

Tendo
veio

Lenczycki.

antiimperialista",

e uma parcela

do governo

articulados

alemão

o'

popular

camponeses

profissionais.

Berger

inicio

•

a lC en-

Berger".

Elise

de Machla

comunista

PC-SDlC

o ex-deputado

de Moscou,

a comunista

com o nome

e agitadores

com

do

Na realidade,

ao Brasil

conhecido

Unidos,

de sua mulher,

dirigentes

revolucio-

e camponeses

de um futuro

a ser instituído

Revolucionário",

A ação

"Exérci
seria

com Prestes

a

um

fren-

te
O mirabolante

pIario de Berger,

trinários

do marxismo-leninismo,

pequenino

detalhe:

va Constituição
mais

de 10 anos

a política

não

tirado

dos comp6nd~os

levava

em conta,

brasileira,

de fundo

liberal

de crise

e ansiava

aquinhoada

e populista,

apenas, um
com uma no

es~ava

por um pouco

dou-

cansada dos

de paz e estabi .

lid,ade.
Outros
ma~do
me~,

agitado~es

de Moscou,
um casal

na realidade,

profissionais

durante

o ano de 1934.

de argentin~s,
pertencia

vieram

vieram

ao Comitª

te do PC argentino

e escpndia-se

Busteros".

León-Jules

para

Rodolfo

como

Ghioldi

jornalistas.

Executivo
sob o nome

a

o Brqsil,
e

!

Car-

Ghioldi,'

da .lC, ·era dirigenfalso

de

"Lqciano
I,

para

O casal

cuidar

das finanças.

rio do Bureau
pa~a

dar

A esposa

Sul-Americano

instrução

Valée

e Alphonsine
de Augusto

Guralsk,' seçretá-

qu~ a ~C mantinha

em Montev~déu! veio

aos quadros

do PC-SBle.

clandestinamente

com o grupo,

foi enviado

nQrte-americano,

Victor

Qarron.

g~ns

e explosivos

veio da B~lgica.

Allen

Para
um

jovem

O especialista

não foi esqulfcido: Paul

Franz

com~niçar-se
çomunista
e~ sabota-

Gruber;, alemão,

I'

v~io

com

sua mulher,

Erika,

qu~ poderia

servir

como motorista

e

\

d~tilógrafa.

\

,-

(J)

Para maiores detalhes do plano revolucionário de Bcrgcr, ver Aragão, J.
C.: "A Intentona Comunista",
Biblicx,
.•
~ R.J., pág.inns 36 c 37.
-'

i

I

i

I.•

{HESEH'lf.O

I

1(,

0\

O grupo de espiões instalou-se no Rio de Janeiro. De acor \
do com o insuspeito Fernando Morais; "Uma.

.i.den.t.i.da.de..c.Ontum
o~
u.n.<.a.: e.JLa.m .todol.:! c.omun.i.ó.ta.ó, .todoó JLe..vo.tuc..i.onã.JL.i.oó pJLo6.i.óó.i.o_
n4.i.~ 4 ~e.JLv.i.ço do Co~.i.nte..JLn e. v.i.nha.m .todoó a.o B~a.6.i..t 6a.ze..~ a. ~e
vo.tu.ção"

(2) •

Faltava, entretanto, o líder "brasileiro",

aquele que es-

taria.à frente do novo governp comunista. Havia já alguns

anos

I

que Prestes vinha namorando o~ marxistas-Ieninistas.

Desde

os

anos da Coluna, procurava uma ideologia que complementasse o seu
espírito revolucionário.

Entretanto,

seus contatos com os diri-

gentes do PC-SBIC o desencantaram. Ou melhor, julgando-se

acima

deles, procurava uma visão do mundo mais perfeita e mais elaborada. Tentara, até, criar o seu próprio movimento,

através

do

LAR.
A possibilidade

de ir para a URSS, conversar com

os pro- .

prios dirigentes do Kremlin, satisfez s?as ambições. Em
bro de '1931,

Prestes desembarcava

novem-

em Moscou, com sua família, o~

de, durante três anos, aprenderia como fazer a revolução.
Em abril de 1935, o "Cavaleiro da Esperança"

estava

de

volta ao Brasil,' pronto para assumir a direção do pç e da revolução comunista. A insólita solução concretizava-se: o novo líder àos comunistas brasileiros seria imposto de cima para baixo, da cúpula da IC às células do PC-SBIC. A tiracolo,
Prestes
t~azia sua joveln esposa, Olga Benário, ativa comunista
alemã,
de confiança dos soviéticos. A IC não podaria en.tragar, sem con
.trol'e, a revolução "comunista brasileira a um homem que, até aqu~
le 'momento, ainda não pertencia aos quadros do PC.
Olga seria a sombra de Prestes, criada pela luz

de

Mos-

cou.
3. O Partido Comunista do Brasil (PCB)
O ano de 1934 marcou o'início de uma n9va fase para o PCSBIC. Em julho, a sua I Conferência Nacional reelegeu, como secretário-geral,

Antonio Haciel Bonfim, mais conhecido como

"l-H

randa", antigo sargento da polícia militar ba1ana. Para minorar
os efeitos aparentes de sua subordinação à IC, o PC-SBlC

mudou

seu nome para Partido Comunista do Brasil
(Seção da Internacional
. '
(2)

Hoiais,

F.:

"Olga",

Ed. Alfa-Omega,

~no Paulo,

.1985, página

67~

17
\RESEHVAOO

9

Comunista), usando a sigla PCD. Esse concltive mudou a linha politica do Partido, segundo os ditames da sua matriz. A luta era
antifascista e deveria ser formada uma "frente popular contra os
integralistas".

o PCB, radicalizando-se, passou' a considerar-se corroa "van
guarda na transformação da atual crise econômica em .crise revolucionária __ que já se processa -- encaminhando todas as lutas
para a revoiuçio operária e camponesa". Conclamou os camponeses
à tomada violenta das terras e à sua defesa pelas armas. Exortou
a luta das massas "em ampla frente Gnica, para transformação da
guerra imperialista em guerra civil, em luta armada das massas
laboriosas pela derrubada do feudalismo e do capitalismo". A l~
ta, segundo o PCB, deveria ser elevada !'até a tornada do poder,
instaurando o Governo Operário e Camponês, a Ditadura Democráti
ca baseada nos Conselhos de operários, camponeses~
soldados ..e
marinheiros". Com relação ao marxismo-leninismo, jactava-se
o
Parti~o de que era o "Gnico neste pais que estã baseado· nessa
ideologia, a qual já levou.à vitória o proletariado e as massas
populares da sexta parte do mundo, a União Soviética" (3).
.

I

Em documento dado a pGblico logo depois da Conferência, o
PCD, vislumbrando as eleiçôes de outubro, criticou a via parla';'
mentar, sob ~ualquer forma ou rótulo com que se apre?entàsse, ~,
firmando que "de modo alg4m re~olve a situação das mas~~s;' ,situação que só poderá ser resolvida pela derruba~a víol~nta
dos.
se governo e sua substituição p~lo gove~no dos· soviets
(c~nselho) de operários, camponeses, soldados e marinhei~os" (4)•
A. nova lina poli tica do "povo PCB", .em agosto qe 1934, .
,

paêsou a ser a da insurreição aram~da para a derrubada do goveE
no e a tornada do poder. Os ~atos 090rridos no ano peguinte mostr~riam se estava preparado para isso e se iria alcançar seu ob
je'tivo•

---..---

..

--\_. -- --.- -- ....-- ...

4. A Aliança Nacional Libertadora

(ANL)

Traçada a linha' política da "frente popular", faltava, ao
PÇB, a criação de uma organização ,que a concretizasse e que pudesse congregar operários, e:?tudantes, militares e intelectuais.
(3 )

(4 )

"A Classe Operárin", 'jornal do 'pcn, de. 19 de agosto de 1934.

Carone, E.: "O pcn - 1922 a 1943", Difel S.A., RJ, 1982, páginas 143 a
159, transcreve onrtigo'A,posic;no do pcn frente às 'eleições", do CC/
PCB.

I

R E S E fi V A

o;.;

"

I
I

1---------------f

R E SE·R

V 1\ O O

la

Em fevereiro de 1935, foi fundada essa frente, sob o nome
de Aliança Nacional Libertadora

(ANL).

Em 19 de março, pela primeira vez, reúne-se a sua diretoria. Dos seis principais dirigentes,

três eram militares:

o pre

sidente, Hercolino Cascardo, comandante da ~arinha; ovice-pres!
dente, Amorety Osório, capitão do Exército; e o

secret5rio-ge-

ral, Roberto Henrique Sisson, também oficial da Marinha.
Entretanto, desses trê~, só o secretário-geral,
era do PCB, que pretendia,

dk

Sisson,

acordo com a política de

frente,

congregar o maior número possível de liberais, escondendoa orien
tação do Partido. Mantinha para si, no entanto, a principal posição daANL.
~ro fi~al de março, a Aliança promoveu a sua primeira reunião pública, no Teatro João Caetano, na cidade do Rio de Janei
ro. Neste evento, mais de mil pessoas ouvem o programa da:ANL e
aplaudem quando Prestes é indicado como seu presidente de honra.
datada

Uma 'carta de adesão do t1cava~eiro da Esperança",
de 3 de maio, dá um grande impulso à frente.
Com base e

ã

semelhança da estrutura clandestina do

PCB,

a ANL organizou-se com rapidez, apo~ada nas t~cnicas marxistasleninistas de agitação e propaganda e em dezenas de jornais dirigidos pelo Partido. Apesar de ser mais forte no Rio de Ja~eiro, são Paulo e Minas Gerais, a Aliança propagou-se por todo o
Pais. Calcula-se que, em maio, já possuía cerca de 100 mil mili
tantes, organizados em 1.• 600 células.
A frente progredia, escudada em bandeiras que

empolgavam

as massas, os militarese os liberais. O PCB a orientava,
do

ã

sua sombra. A data de 5 de julho, comemoração

dos

crescen13 anos

do levante dos 18 do Forte e da revolução tenentista, traçou uma
linha demarcatória
no ..•.desenvolvimento
• _a.a ..•..•. ~" •.
'.

da Aliança .

Prestes, que chegara ao Brasil em 15 de abril de 1935,

ra

dicara-se no Rio de Janeiro, após. curtas passagens po~ Florianó
polis, Curitiba e são Paulo. Observando o des~volvimento da ANL,

,

concluiu que já estava na hora de fazer um pronunciamento

mais

incisivo, definidor dos reais rumos da Aliança.
Em 5 de julho, lançou um manifesto contendo as
"Governo popular nacionalista

revolucionãriol',

bases

do

acusando
.
.Getúlio

Vargas de fascista e de subordinado ao imperialismo e convocan"------------[

R E S E R V Ao O O

I '"

".

19

fn.ESERVhOO·
do os ex-revolucion5rios,

militares, padres,jovcns

e a pequena

burguesia

a engajar-se na luta pela implantação de um

"governo

popular".

Em determinado trecho, Prestes afirma que "a situação

é de guerra e cada um precisa ocupar o seu posto", conclamando:
"B~a6ilei~o6! O~9ani~ai o V0660 5d~o con~~a OA dominado~e6 ~~an6
6o~mando-o na óo~ca -<'~~e6l6~Zvel da Revolucão b~a~ilei~a!"
Prestes havia aprendido, na URSS, que era bom, nos discur
sos, citar os mestres da ideologia comunista. Mas, havia apren~
dido, também, que não era bom limitar-se a copiar, mecanicamente, esses escritos, havendo que adaptá-los às condições de cada
pais. Assim; num sfibito despertar de "intelig~ncia"

e de "cria-

tividade", usa o Manifesto Comunista de 1848, referindo-se
aos
brasileiros: "V56' que nada ,tende6 pa~a pe~de~, e a. Jr.iquezaime!:!.
~a. de ~odo o B~a.~il pa.~a ga.nha~". pnrodiando Lenin, encerrn o

"Todo o pode~ pa~a a. Alianca

manifesto:

Nacional

Libe'~~adQlr.a".

apar~ce no lema básico, quan,1917
do Q "pão, Paz e Terra" da revolução russa de outubro de
E o máximo de originalidade

. I,

t.ransforma-se no "pão, Terra e Libcrdade" da ANL.
Esse manifesto,

intempestivo e provocativo,

caráter marxista-leninista

da Aliança,

dcsvelando

trouxe-lhe

o

duas conse-

qü~ncias imediatas: a sua ilegalidade, decretaaa, uma semana d~
pois, pelo Governo Vargas, e o
afast,lmento de diversos de, seus
.
,

líderes e dirigentes que não eram comunistas,
próprio presidcnte,

a

corocçar pCfo

Hercolino Cascardo.

Iniciada a repressão contra a ANL, esta passou a atuar na
9-bsolu~a cl..
tndestinidade, escorada na estrutura orgânicé:}elo· PCB.
h radicalização do movimento foi :inevitável, criando,5~gundo
o
I

•

çomunista Di~arco Reis, "um c~~m~ de apelo à rebeliã9

4rmada":

~06 mili~an~e6 comuni6~a6 ~ecebe~am, en~ão,o~ien~acio
de 6e
plr.epa~a~ pa~a um _p~ovivel conó~on~o a~mado
a cu~~o P1azo~ na.
pe~6 p~c~iva ,~~ .um,9 qlpi 6a6 citlti~an~e em 9 e6~a.cão" Oi).'
Os comunistas brasileiros pensavam estar prontgs.

Falta-

va, apenas, o sinal verde de seus chefes moscovitas.

,

? ~

aprovaçao da Internacional Comunista

..

De 25 de julho 'a 21 de agost~ de 1935,
,

.

a IC

realizou

seu VII Congresso. Como delegado do PCB, compareceu o

o

secretá-'

(5) Reis, D.: "A Luta de Classes no Brasil e o PCB", Ed. Novos Rumos, S.P.,
1981, página 39.

I

I,
I

n

E S E R V A D/.O

,I ~- E S E 11 V A O O
rio-g?~al,

20

Antonio Maciel Bqnfim, o "Miranda". Nesse Congresso,

Van Mine, delegado holandês do Comitê Executivo

da IC para

América do ,Sul, em discurso de apoio à "frente popular",
sentou informações alvissareiras

a

apre-

sobre a ANL, afirmando .que era

uma "ampla e bem organizada associação"

e que dela "jã part~ci-

pava um grande número de oficiais do Exército e da Marinha brasileiros".
Tal afirmação não deixava de ser verdade, em valores abso
lutos. Baseando-se
os comunistas

nos dados exagerados

levados

por "Miranda",

da IC tomavam o Brasil
como uma "republiqueta
!.

sul
-

americana" e pensavam que algu~as poucas dezenas de oficiais re
'presentassem "um grande número".

o

próprio Dimitrov, dirigente búlgaro da IC e encarregado

de fundamentar a política de frente, teceu considerações

sobre

a ANL e incentivou a sua ação: "No

BltallLe., o Palt.tJ.do CO/llu/1J.ll.ta,
que deu uma. boa ba~e ao de~envolvJ.men.ta
de uma 6lten.te con.tlta o
naci.onal, deve
i.mpvlJ.a'l.J.llmoao clti.altuma Al.i.anca de emancJ.pacão
empenha.lt':"ll
e CO/ll .toda.!.>
á-~ ~UCL6 ÓOItç.M .pa./ta.,
-i.mpu.UJ.ol1a./t
~.6a. 1Ite.l1.t e , cone oltJ.enqui.4tindo a me~ma, ~obltetudo o~ mi.th;e~ de campone~e~,
tando O' mOQi.me.n.to no ~entido
da 60ltmacão de·de~.tacamentoll
de um
ExeltcJ..to Populalt RevolucJ.onãltJ.o ex.t'Jle.mame.n.te d(l.votado, a.té qLLe
4ej~ alcancado
o objetivo
6inal e no ~en.tJ.do da oltganJ.zacão
do
podelL dell4a AlJ.anca Naci.onal LJ.belttadolLa".
Estava aprovada ,a ANL como instrumento de luta. As pondições não inteiramente

favorãveis da situação b~asileira'não

pa-

reciam preocupar os dirigentes da .IC.
Segundo Levine, "All oltdeli~ de Mo~cou

palLa que o PCB
ag.l.4lle de qua.tquelL mane.l.lLa, a de~pe,.l.to do ll~U de~plLepalLo
- con
tltalt.l.avam qualquelt e~.tJ.ma.tJ.va ~enllata da lLea.tJ.dade blLa~J.leilta,
mall 04 6.l.eJ.ll,legal.l.~tall, obedeceltam
cegamente
all J.nlltlLuc5e.ll lLe
cebi.dall"

(6).

-- .•.. -.- .. _----" .. -

Os ,senhores soviéticos determinaram.

Os cegos brasileiros

obedeceram.
6. A Intentona
-Muito 'já foi escrito sobre a Intentona
Comunista de 1935.
,.
Como síntese, basta-nos relembrar que os atos de terror
(6)

Lcvinc, R.M.: "O Regime de Vargas",
párina 10t.

r 11 E

Ed. Nova Frontci,ra,

S E R V _~~

__

..L-.-

tiveram

R. J.,

1980,

";""-'"

e

[n 1': S E n V 1\

2_01,

~~I-

inicio na noite de 23 de novembro, em Natal, na manhã

de 24, em

Recife, e na madrugada de 27, no Rio de Janeiro.
Apenas no Rio Grande do Norte, o levante ampliou-se,
participação

com

restrita de alguns setores da populaç~o. Em Recife,

a participação

foi extremamente reduzida e, no Rio de

a revolta restringiu-se

a dois quartéis, a Escola

de

Janeiro,
Aviação,

na Vila Militar, e o 39 Regimento de Infantaria, na Praia Verme

lha.
Apesar do plano prever insurreição nas cidades e, depois,
a formação de colunas parà tomar o interior, o levante confinou
se a três cidades, isoladas entre si, pouco extravazando dos mu
ros de alguns quart~is ..No dia 27 de novembro, a Intentona perdeu a impulsão e fracassou.

tt

As massas populares mostraram nao haver tomado conhecimen
to do quadro pi.ntado pelos comunistas. O lema da.1\NL, "pão';'
TeE
ra e Liberdade", não sensibilizou o proletariado. A rebeldia e
a mobilização das massas s6 existiam na imaginação e no desejp
dos comunistas, ávidos de. chegar ao poder a qualquer preço. Tudo parece indicar ~ue a superestimação das pr6prias força~

foi

causada pela presença, na ANL, de militares da ativa e da reser
va, muitos oriundos do tenentismo, como, por exemplo,

o

Capi-

tão Agildo Barata, lider da Aliança no Sul do Pais.

aJl-i...6:t.-!-a
de. 1934 ·pe.tl./Il-i..:t.-i..lta
qtte.·
o~ joven.6
oó-i..c-i..al.6.pa~:t.-i..c-i..pan:t.e~
d~.6 ltevoluç5e.6
an:t.elt4olte.6 voi~4~~em
~ a:t.-i..va, e mu-i..to.6 dele..6 eltam, m-i..l-i..:t.an:t.e..6
do PC. A d-i..lteçio
Ileconhece.lta que~ paltadox.alme.I1:t.e., dita ma-i...6óãcLf. co.n.6:t.J~uúc, o Palt.
~{.do no~ qualt:t.'é-i...6
do que. na.6 óiibJI.-i..ca.6- e .tnve.'.6:t.-i..u
n.t~:t.Gt" (7) •
Segundo Fernando Morais, liA

.-,

Na realidade, o PCB substituiu a "vanguarda ope~ãria" por
\l11la
"vanguarda militar". E, co~ isso, isolou-se. No d.:i:-zel::'
insu~
peito de Dinarco Reis: "Ca.6o

a dllte.ção do Palt:t.-i..doftotl.V<!..6.6e ~e-i..~g' unI e6e:t.lvo balanço
e uma caltac:t.eltlzaç~o
Iteal da6
6n:t.e.It.tolte~
l~t.a.6 do.6 t.enel1:t.e.6
e' a -i..11.6ultlte..i.ção
de 1930,
pO.6.6lve.l/l1~I1.te .t.6.60
...
~~ltla ajudado
o Palt:t.ldo a nao incoltltelt em eltlto~ e equ~voqO.6
com9 0.6 que. acol1:t.ece.ltam com a g~o.6.6ellta
, mal1l6e.6:t.aç~o de en6eltm.i.da
de .i.11Óa.I1:t..i.l v,?Il.i.6.i.ca.da com O mpv.i.!J1el1:t.o alllllado de 1935" (8).

-

Por que
(7)
(8)

'a

i

ação armada? Imitação pueril, simplista e meca,.

/'

Horais,
F.: "Olga", Ed. Alfa-Omc.ga, S.P., 1985, página 83.
Reis, D.: "A Luta de Classes no.nra~i1
e opcnl.',
Ed. Novos ~umo~,. R.J.,

1981, página 29.

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R E S E Fl V 1\ 0--:0 ---------

---1

j

nicista da Revolução de 1917? Estreita intcrpre taç50 do ma te l' i ,\
lismo histórico? Crença de que bastava um partido resoluto p"lr~1
impulsionar

o processo revolucionário?

lidade nacional? Superestimação
tas? Cumprimento

Erro de avaliação d.:\rl'd

do papel dos militares comuni~-

incondicional às ordens da IC?

Passados 50 anos, não h~ uma explicação lógica e coerente
para ri Intentona Comunista de 35, a primeira tentativa de tom~da do poder. Sua análise nos conduz às palavras de Lenin -referir-se ã doença infantil do esquerdismo -- de que

ela

ao
foi

"não só uma estupidez, ,mas também um crime".
Um crime que ceifou dezenas de vidas e que se poderia rc,

I

petir no momento em que seus'idealizadores
durccido o processo revolucionário"

.

julgassem haver

e chegada a hora de emprcc~

der nova tentativa de tomada do poder. Os comunistas iriam
sistir no caminho da luta armada.

\

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fi E S E R V!

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JRE

S E R V A D~

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1
A SUBORDINAÇÃO

OSTENSIVA

PC ERA A SECA0

BRASILEIRA

AO COMUNISMO

SOVIf:TICO

.-]

o

OA INTERNACIONAL

COHUNISTA.

,

\

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------------1 I R E S E n V A n--,°1--.I ------------••

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E S ER

V A ~
.

o)

24

-

A INTENTONA CONUN'ISTA DE 1935

••

os LIDERES ESI'RANGEIroS DA RI:."VOLUÇÃO
BRASILEIRA.

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I.

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1

o ARGENTIl\U

1.

ROOOLFO GHIOIDr

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, ARrHUR

o AÓ::MÃo
,

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Ml\RCl\S

D1 NATJ\L/RN.

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SER

V A

D~-------------~;";';'

."

CAPíTULO IV

o

PCB EO

1. A reorganização
Qualquer
Intentona
tir-se

do PCB

que

seja a resposta

Comunista

a qualquer

tentona,

de 1935,
momentO.

o Partido

nunca

nortearam.

A preocupação

procurando

encontrá-las

sencadeada.

Continuava

encontrada

constata-se

Apesar

para

explicar

que ela poderia

do contundente

era"analisar

as causas

dessa

a
repe-

fracasso
s
fez a aul::0critica dos principio

da In
que a

derrota,

apenas na forma como foi preparada e de
dominando

ção da tornada do poder

••

CAMINHO 01\ LUTA ARMADA

pela

nos dirigentes

luta armada

do PCB a conceE

e um discernimento

so-

bre.a conjuntura nacional pouco confiável. Para eles, apesar do
sangue derramado, aquelas acoes insanas representaram
"estimulantes

da revolu~ão nacional

precursores"
Com a derrota

comunistas

do movimento,

porém,

por vir.

mundial,

no entanto,

.

ce

as prisões

deixaram o.partidO, temporariamente,

A situação
.

l

lideres

desestruturado.

modificava-se

rapidamente

com a guerra em curso. O rompimento do acordo de·Hitler com Sta
lin e a invasão
da Rússia pelas tropas nazistas provocaram ime-.
.
diata reviravolta na politica exterior soviética. Stalin apres'

"

.

sou-se em tentar ganhar.o apoio ~as democracias
.

'

ocid~ntais. Num

"

~parente gesto de boa vontade extinguiu a IC,

em·maio

de

( 1) •

1943

se
Aproveitando-se

desse novo clima, o PCB rearticula-

em agosto de 1943, realiza sua 11 Conferéncia

e,

Nacional, em Ita-

tiaia, no Rio de Janeiro, que ficou conhecida, como ·"conferência
da Mantiqueira".

Nesse conclave, o Partido trat~

de "dar

todo

o apoio à luta da União soviética e à politica de Vargas" (2)·
A partir de então, passOU a desenvolver

.

intensas ativida-

.

des de massa e de organização,

iniciando a campanha pela

tia. Seguiu-se um periodo de legalidade de fato,
ao partido

entrar

de "acumulação

num processo

quP seus militantes

de forç~s", na base

da ação

contra

que

anis-

permitiu

denominaram
o .fascismo

e

Após a extinção do "Comint<;.rn"•.o controle dos PC passou a ser feito pc
lo cc/rcus. até que. em 1947. com o in 1c io da "guerra friá". fo i subs t i:
tuido
pelo "Cominíorm"
(Infot'l1l3ÇÕCS Comunistas).
Vinhas,
H.: "O partidao",
Ed. Hucitec,
S.P.,
1982,

(2)

.

,\ R E S E fi V A 0,,0-

.

Capo 11..

.
---

2G

'

a favor da paz mundial.
2. A legalização do PCB
Ao aproximar-se o término da guerra,

com

a

vitória da

aliança entre as democracias ocidentais e os comunistas, o prer.idente Vargas decretou a anistia e abriu possibilidades
galização a todos os partidos políticos. Enquanto

as

de

le

diversas

corren'tes políticas começavam a reagrupar-se no sentido da formaçã~'dos respectivos partidos, o PCB era o único nacionalmente
,organizado. Valendo-se ào prestígio que lhe dava

a identifica-

çao com o povo russo, que havia suportado a agressão nazista na
Europa -

e que por isso contava com a simpatia dos povos do mun,

do ocidental -,o

PCB passou imediatamente à ação

Em abril de 1945, o Brasil restabeleceu

relações

de

massas.

diplomáticas

I

i

com a URSS.

o

Partido criou o Movimento de Unificaçao dos'Trabalhado-

res (MUT), organização sindical paralela, a fim de orientaro

tra-

balho sobrea classe operária., No campo, a fim de explorar as di~
putqs entre posseiros e grileiros, organizou
as Ligas 'Campone...-----.-sas, sob o título de associaçõe~ civis. 'As Ligas procuravam con
~ .
.
....,
cretizar, na prática, a' "aliança ope